Inovação

Agentes IA vão dominar os lares até 2030 e futuro sombrio para a OpenAI

Estudo mostra que já existem 7,46 dispositivos capazes de hospedar agentes (sistemas operacionais de smartphones, dispositivos para casas inteligentes e aplicativos) nos lares.

Até 2030, haverá mais agentes de IA do que pessoas em um domicílio comum. A previsão é do analista Ian Fogg da CSS Insight apresentadas em um evento realizado em Londres. Ele observou que, embora a média por residência seja de 2,64 pessoas, já existem 7,46 dispositivos capazes de hospedar agentes (sistemas operacionais de smartphones, dispositivos para casas inteligentes e aplicativos) nesses lares. “Não é preciso muito para que essa previsão se concretize”, enfatizou Fogg, lembrando que muitos dispositivos vão executar vários agentes simultaneamente.

Posicionamento, inclusive, defendido por Bem Timmons, da Qualcomm. Segundo ele, “não vai demorar muito para que os agentes se tornem centrais em tudo o que fazemos, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Prevejo que, em dois anos, as pessoas permitirão que seus agentes acessem até mesmo dados financeiros — elas estarão totalmente convertidas”, assinalou.

Mas há quem não vai gostar das projeções. As análises da CCS Insight não são promissoras para a OpenAI, pioneira em IA generativa. A previsão é de que a empresa passará por uma reestruturação de dívidas e que seu CEO, Sam Altman, será afastado do cargo até 2028. Isso porque a OpenAI teria dificuldade de convencer aos investidores de que possui um modelo comercial viável, ao mesmo tempo em que enfrenta custos crescentes, preocupações com o consumo de eletricidade e água em data centers, e o alto preço dos semicondutores necessários para sustentar os serviços de IA.

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