
O Ceia-UFG apresentou o Lumi, um novo modelo de linguagem de inteligência artificial (LLM, na sigla em inglês) desenvolvido em português e adaptado à realidade brasileira, durante o AI Brasil Experience 2026, nesta quarta-feira (28/10), em São Paulo. A tecnologia foi criada para oferecer às empresas, gratuitamente, uma alternativa às soluções internacionais, permitindo o desenvolvimento de aplicações próprias de inteligência artificial com maior autonomia, flexibilidade e menor dependência de infraestrutura de terceiros.
A proposta do Lumi é ampliar a liberdade das empresas para desenvolver soluções próprias de inteligência artificial, com a possibilidade de utilizar infraestrutura local e reduzir a dependência de serviços internacionais cobrados em moeda estrangeira. “É uma ferramenta para cobrir aquela etapa em que o empreendedor ainda não consegue fluir. Muitas vezes ele tem o know-how, os dados, mas não consegue bancar em dólar as soluções”, explicou o diretor de Inovação do Ceia-UFG, Arlindo Galvão.
Ao participar do evento, o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela, ressaltou as ações desenvolvidas pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) da Universidade Federal de Goiás (UFG), o programa IA Contra o Crime, a criação do Pequi Bank, o primeiro banco digial público do Brasil, e o uso de ferramentas de inteligência artificial no serviço público e no campo.
O Governo de Goiás investiu cerca de R$ 91 milhões no Ceia-UFG, que reúne mais de mil pesquisadores e atende mais de 100 clientes. As soluções desenvolvidas pelo centro já contribuíram para atrair mais de R$ 500 milhões em investimentos privados. As tecnologias resultantes dos projetos são utilizadas por empresas como Google, iFood, Itaú, Natura, Vivo, WEG, Cemig e Volkswagen Caminhões.
Daniel Vilela explicou que os investimentos estaduais foram formalizados por meio de dois convênios: o primeiro, no valor de R$ 13 milhões, e o mais recente, de R$ 78 milhões. O governador também destacou o potencial de ampliação dos resultados alcançados pelo centro. “A gente tem uma expectativa, se seguir a proporção do primeiro convênio, de chegar em R$ 3 bilhões de atração em investimentos, mas somos comedidos. O fato é que estamos apostando e acreditando muito que esse distrito vai consolidar Goiás e a pesquisa de inteligência artificial”, completou.



