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Chegou a hora de as redes se adequarem à nuvem

A nuvem está determinando uma ruptura significativa nas redes para atender às demandas por mais performance das aplicações. “Assim como aconteceu com o storage e com os servidores, as redes, por conta da computação em nuvem, precisam ficar mais elásticas e mais estruturadas para viabilizar os negócios. Em 20 anos,a  rede não mudou. Está na hora dessa migração”, afirmou o o novo vice-presidente de vendas da companhia para a América Latina, Rosano Moraes, ex-CA Technologies, que chega com a missão de reestruturar o ecossistema de canais e de negócios na região.

De acordo com Moraes, o usuário exige, hoje, disponibilidade em tempo real e está cada vez mais intolerante às falhas e às dificuldades de acesso. “A transformação digital deu poder ao usuário. Ele não quer ser contrariado e as redes são os pilares. No nosso caso, a proposta é ter uma rede definida por software para aplicações”, acrescentou o executivo.

Objetivo, Moraes assume: ‘Hoje o meu maior concorrente é a Cisco, que detém boa parte da infraestrutura IP da Internet. Queremos conquistar o mercado de software definido na WAN”. Para massificar os seus produtos, a Riverbed está reestruturando o seu ecossistema de vendas. Na nuvem, a Microsoft e a Amazon são consideradas parceiras e revendem os produtos para seus clientes. Na distribuição tradicional, a empresa utiliza os canais Westcon, Avnet e SancSource (ex-Network One).

A proposta é capacitar as revendas e permitir que eles saibam atuar com a hiperconvergência de redes. A maior aposta da Riverbed é o SteelConnect (SD-Wan), que agora também está disponível para data centers. É uma solução de rede na nuvem definida por aplicação, capaz de projetar, implantar e gerenciar redes distribuídas, que simplifica a implementação de SD-Wan para redes globais de larga escala.

A expectativa para 2017 é de retomada dos projetos no Brasil e na América Latina. “Não há mais como postergar os investimentos em rede. A aplicação é centro dos negócios. No ano passado, com o momento político e econômico, tivemos um crescimento flat. Para esse ano, mesmo que numa estratégia conservadora, acreditamos num crescimento de pelo menos cinco pontos percentuais”, completou Rosano Moraes.


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