
O Ministério da Justiça anunciou a ampliação do programa Celular Seguro com a criação de uma Base Nacional de Celulares Roubados ou Furtados, uma nova estrutura tecnológica voltada ao monitoramento em tempo real de aparelhos subtraídos em todo o país. A promessa é de acelerar a resposta das forças de segurança e reforçar os mecanismos de proteção ao cidadão.
A proposta representa uma evolução do modelo atual ao transformar o cadastro nacional em uma base dinâmica e integrada. Diferentemente do sistema vigente, a nova plataforma permitirá acompanhar todo o ciclo do aparelho, desde o registro do roubo ou furto até eventuais atualizações sobre bloqueio, localização e recuperação.
Para viabilizar essa integração, a base reunirá automaticamente dados do aplicativo Celular Seguro, registros de ocorrência das unidades da federação e sistemas estaduais já existentes, eliminando a necessidade de inserção manual de informações pelos estados. A Secretaria Nacional de Segurança Pública enviou ofícios aos 26 estados e ao Distrito Federal solicitando a indicação de novos pontos focais para as próximas etapas de expansão do projeto.
Segundo a Senasp, o modelo reduz a dependência de ações prévias por parte do cidadão e reforça a integração entre os entes federativos. A nova estrutura será operada diretamente no MJ e não exigirá adesão formal dos estados, sendo implementada de forma gradual.
Inicialmente, 14 estados que já utilizam o Procedimento Policial Eletrônico terão acesso imediato a funcionalidades mais avançadas, como a integração entre o boletim de ocorrência e o bloqueio automático do aparelho. Também estão previstas medidas adicionais de proteção financeira, como a suspensão do acesso a contas bancárias de forma on-line.
Nos demais estados, a incorporação das funcionalidades ocorrerá por meio de acordos de cooperação técnica e integração com sistemas locais. O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, destacou que a nova base permitirá acompanhar a movimentação de aparelhos roubados ou furtados na rede de telefonia em tempo real, gerando inteligência operacional e ampliando a capacidade de recuperação dos dispositivos.
A iniciativa, que ainda depende da publicação de ato normativo para entrar plenamente em vigor, também foi desenhada para se integrar a projetos estaduais já existentes. Estados que possuem soluções próprias poderão manter suas estratégias e, ao mesmo tempo, acessar as funcionalidades nacionais.





