Chinesa SpaceSail vai concorrer com Starlink no Brasil ainda em 2026
A empresa confirmou o começo das atividades no país - sem confirmar datas - ao ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. O direito de exploração prevê até 324 satélites iniciais, com validade até julho de 2031.

A chinesa SpaceSail vai começar a concorrer com a Starlink, de Elon Musk, ainda este ano no Brasil. A informação foi passada ao ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, na missão do ministério na China, encerrada nesta sexta-feira, 29 de maio.
“A gente sai daqui com uma expectativa muito alta e com a certeza de que o povo brasileiro terá acesso a mais conectividade, principalmente nas áreas mais remotas. Onde a fibra óptica ainda não chega, a forma mais rápida de conectar a população será por meio das soluções via satélite”, afirmou o ministro Frederico de Siqueira Filho.
O lançamento comercial da operação da SpaceSail no Brasil foi anunciado durante a visita do presidente Lula a Pequim, em 2025. No início deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a empresa a atuar no país. O direito de exploração prevê até 324 satélites iniciais, com validade até julho de 2031.
O conselheiro da Anatel, Octavio Penna Pieranti, que acompanhou a visita técnica à empresa, destacou o potencial da operação para ampliar o acesso à internet no país. “Essa empresa produz cerca de 500 satélites por ano, o que representa um potencial gigantesco em termos de conectividade. Isso significa mais acesso à internet e mais garantia de direitos para a população brasileira, principalmente nas regiões mais afastadas, como a Amazônia”, ressaltou.
A agenda na China também incluiu uma visita à Huawei, multinacional chinesa especializada na infraestrutura de telecomunicações, equipamentos 5G e dispositivos inteligentes. Durante cinco dias, a comitiva brasileira realizou reuniões com empresas interessadas em investir na infraestrutura digital do Brasil.
“Nosso foco é fortalecer a infraestrutura digital do país, ampliar a conectividade e preparar o Brasil para os desafios da economia digital e da inteligência artificial. Tivemos reuniões muito positivas com empresas que demonstraram interesse em investir no país e contribuir para a modernização tecnológica brasileira”, concluiu o ministro Frederico de Siqueira Filho.



