
A Petrobras decidiu adiar a implementação de uma política mais rígida de trabalho presencial após a pressão dos funcionários, que realizaram uma greve de 24 horas em 26 de março. A mudança, que aumentaria de dois para três os dias obrigatórios no escritório, estava prevista para começar em 7 de abril, mas foi adiada para 30 de maio.
Apesar do recuo temporário, o impasse continua. Os trabalhadores colocaram o teletrabalho no centro da pauta de negociações, que também inclui manutenção de benefícios como o Programa de Participação nos Lucros e Resultados, recomposição do quadro de pessoal, revisão do plano de cargos e salários e melhorias nas condições de segurança na fábrica de fertilizantes da Petrobras no Paraná (Fafen-PR).
A greve, organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), paralisou várias unidades da empresa. Além de manter o modelo atual de três dias de home office por semana, os empregados querem o fim da exigência de que novos funcionários cumpram 18 meses de trabalho totalmente presencial antes de poderem aderir ao regime híbrido. A FUP critica a medida, considerando-a rígida e desalinhada com as necessidades individuais dos trabalhadores, como distância do local de trabalho e situações familiares.
Outro ponto de atrito é a obrigatoriedade de comparecer ao escritório às segundas e sextas-feiras, com apenas seis exceções permitidas por ano. O sindicato pressiona para que esse número seja ampliado para dez dias de flexibilidade anual. Em nota, a FUP afirmou que o adiamento da política de trabalho híbrido “abre espaço para negociações”, mas destacou que “o ideal seria aguardar um acordo final”, já que diversos pontos seguem sem solução.