Rede Fixa Privativa de Governo Federal tem capacidade de 34,3 Tbps em cinco capitais
Nova infraestrutura de fibra óptica, entregue pela EAF já tem a capacidade de conectar 51 pontos de atendimento de órgãos federais em Aracaju, Goiânia, Macapá, Rio Branco e Vitória. Nessa fase, foram construídos 178,9 km de rede de fibra óptica.

A Entidade Administradora da Faixa (EAF) finalizou a implementação do primeiro lote de capitais da Rede Privativa da Administração Pública Federal. A entrega inicial da infraestrutura composta por fibra óptica segura contempla as cidades de Goiânia (GO), Macapá (AP), Rio Branco (AC) e Vitória (ES), além de Aracaju (SE), que foi a cidade a ter o primeiro prédio público conectado ao sistema ainda em junho, a sede da Agência Nacional de Mineração (ANM). A iniciativa integra o projeto redes privativas e seguras, que estabelece uma infraestrutura de comunicação de uso exclusivo do Governo Federal.
Nessa fase, foram construídos 178,9 km de rede de fibra óptica. A estrutura tem a capacidade de conectar, nesse primeiro lote, um total de 51 pontos de atendimento públicos federais, atendendo instituições como Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Agência Nacional de Mineração (ANM) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A operação nestas capitais conta com a ativação de equipamentos de conexão, conectividade e distribuição, totalizando uma capacidade nominal de aproximadamente 34,3 Tbps.
Para se ter ideia da capacidade da rede, um modem comum de 700 Mbps, como as pessoas têm em suas casas, funciona como uma estrada de via única que tem um limite para a quantidade de dados que passam por segundo. Em contraste, uma rede de apenas 1 Tbps é uma mega-autoestrada com milhares de vias, permitindo que uma quantidade gigantesca de dados circule em simultâneo sem qualquer congestionamento.
O projeto das Redes Privativas da Administração Pública Federal é uma iniciativa do Ministério das Comunicações, executado pela EAF e acompanhado pela Anatel, por meio do Gaispi, grupo responsável pela coordenação dos projetos previstos no edital do 5G. O objetivo da rede é aprimorar a segurança da comunicação institucional entre órgãos públicos, conforme a demanda e a criticidade de cada ponto de atendimento. O projeto também recebe aplicação de criptografia para proteger os dados transmitidos. O escopo total prevê a conexão de cerca de 6.500 pontos de órgãos federais, distribuídos pelas 26 capitais e o Distrito Federal.



