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Tarifaço de Trump mira blindar big techs e abalar o PIX, mas isenta PCs e smartphones

O tarifaço adicional de 25% deixou de fora notebooks, circuitos integrados e unidades de processamento de dados. Cobrança começa no dia 22.

A partir do dia 22 de julho, o Brasil vai ter de pagar uma tarifa adicional de 25% imposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). A medida – anunciada nesta quarta-feira, 15 de julho – já era esperada e reúne um forte componente politico com ações direcionadas para a proteção às big techs e plataformas digitais, além de mirar um abalo no PIX, alegando concorrência desleal com os sistemas norte-americanos.

Os EUA afirmam que o tarifaço pode sesr revisto se as plataformas digitais form isentas de pagamento de impostos multas pelo período de quatro anos. Também acusam o PIX de ter vantagens diante dos concorrentes norte-americanos. Há também reclamações sob a adoção de práticas que “oneram ou restringem” o comércio de etanol e denunciam prejuízos com o desmatamento ilegal e com a pirataria.

Ao setor de TICs, o tarifaço traz um alívio. Computadores e unidades de processamento de dados; notebooks; teclados; unidades de disco; circuitos integrados; monitores; projetores; smartphones ficaram de fora. Mas é bom lembrar que o Brasil é um importador e não um exportador desses produtos para os Estados Unidos.

Para a Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica, Abinee, as novas tarifas de 25% anunciadas pelos EUA aos produtos brasileiros, após a conclusão da investigação da Seção 301 da lei comercial norte-americana, são injustificáveis. Na opinião da entidade, o Brasil não adota práticas “discriminatórias ou restritivas” ao comércio com os norte-americanos.

A entidade reforça que o fluxo de comércio no setor eletroeletrônico entre os dois países é superavitário em favor dos norte-americanos. Em 2025, os negócios com os Estados Unidos registraram saldo negativo para o Brasil de US$ 2,7 bilhões, com exportações de US$ 2,1 bilhões e importações de US$ 4,8 bilhões.


Segundo a entidade, o segmento que seria mais afetado é o elétrico, com destaque para transformadores, motores e geradores e componentes para Equipamentos Industriais, que estão entre os itens mais exportados pelo setor ao mercado norte-americano.

A entidade defende que o diálogo entre os dois países seja preservado, mantendo uma tradição diplomática de cerca de 200 anos, alicerçada no intercâmbio comercial e cultural, com resultados benéficos para o desenvolvimento econômico e social de ambas nações.

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