InovaçãoTelecom

Rede Quandanga: Brasil segue muito modesto nos investimentos em computação quântica

IME apresentou à Anatel, a infraestrutura nacional de computação quântica, já em testes em Brasília.

O Projeto Rede Quandanga de Comunicação Quântica, voltado ao desenvolvimento de uma infraestrutura experimental permanente para estudos, testes e demonstrações de tecnologias de comunicação segura baseadas em criptografia quântica e criptografia pós-quântica, foi tema de encontro entre a Anatel e o Instituto Militar de Engenharia (IME).

Foram apresentados os principais objetivos da Rede Quandanga, que busca estruturar, em Brasília, uma rede experimental de comunicação quântica envolvendo enlaces por fibra óptica e FSO (Free Space Optics, ou comunicação óptica em espaço livre). O projeto combina tecnologias de QKD (Distribuição Quântica de Chaves) e PQC (Criptografia Pós-Quântica), com foco na segurança das comunicações, interoperabilidade, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico.

A apresentação, ocorrida na semana passada, realizada pelo IME destacou que diversos países vêm realizando investimentos expressivos em tecnologias quânticas – EUA anunciaram na semana passada US$ 2 bilhões em empresas voltadas para a computação quântica – enquanto o Brasil ainda ocupa posição modesta nesse cenário.

A proposta foi apresentada como uma oportunidade estratégica para fortalecer a soberania tecnológica nacional, ampliar a capacitação científica e preparar infraestruturas críticas para os desafios futuros da segurança digital.

Também foram compartilhados resultados já alcançados pelo IME, como a aquisição e instalação de sistema QKD, a montagem de laboratório com 40 km de fibra óptica, testes em loops de fibra, transmissão de mensagens criptografadas com chaves quânticas e o início da integração com encriptadores nacionais.


Para a Anatel, a reunião representou uma oportunidade de aproximação institucional com uma agenda tecnológica de alta relevância para o setor de telecomunicações, especialmente nos temas de segurança de redes, resiliência de infraestruturas críticas, inovação regulatória e atuação internacional em organismos de padronização, como o Setor de Padronização da União Internacional de Telecomunicações (UIT-T).

Participaram pela Anatel o conselheiro Edson Holanda; a superintendente de Controle de Obrigações, Suzana Rodrigues; o gerente de Controle de Obrigações de Qualidade, Andrey Perez; e o coordenador Humberto Pontes. Pelo IME, os representantes foram o comandante e reitor do Instituto, general de divisão Juraci Ferreira Galdino; e o professor e pesquisador tenente-coronel Vítor Gouvêa Andrezo Carneiro.

Botão Voltar ao topo