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Amazon recebe sinal verde para ficar com a Globalstar e acirra briga com a Starlink no D2D

Com a Globalstar, Amazon quer lançar o D2D ainda em 2026. Valor da compra ficou em US$ 11,5 bilhões.

A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA, que corresponde à Anatel, aprovou a aquisição, pela Amazon, da provedora de serviços via satélite Globalstar — uma transação avaliada em US$ 11,5 bilhões —, eliminando um importante obstáculo regulatório nos esforços da empresa para expandir seu braço de satélites de órbita terrestre baixa (LEO) para serviços de comunicação direta com dispositivos (D2D, na sigla em inglês).

A Amazon passará a deter o controle total da Globalstar, de suas subsidiárias, de sua infraestrutura de satélites e de seu espectro de comunicações móveis via satélite. O Departamento de Espaço (Space Bureau) da FCC aprovou a aquisição, pela Amazon, de cerca de 25 MHz do espectro de comunicações móveis via satélite da Globalstar.

O órgão também autorizou a Amazon a acessar o sistema C-3 da Globalstar — uma constelação de 48 satélites destinada a ampliar a capacidade da rede, cuja operação foi aprovada pela FCC na semana passada. A Amazon deverá manter o cumprimento dos acordos já existentes entre a Globalstar e agências de defesa e segurança pública dos EUA.

“Ao aprovar este acordo, a FCC permitiu que a Amazon LEO ofereça serviços de banda larga via satélite de última geração e alta velocidade, aumente a concorrência e ajude as comunidades a permanecerem conectadas”, afirmou Brendan Carr, presidente da FCC.

A aprovação da FCC aproxima a conclusão do negócio — prevista para 2027 — e fortalece a posição da Amazon em um mercado liderado pela Starlink, da SpaceX, que opera mais de 11 mil satélites. A Amazon LEO pretende lançar seus serviços até o final deste ano, com um sistema D2D de última geração planejado para 2028. A empresa busca autorização para lançar até 5.105 satélites adicionais voltados para serviços D2D.


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