
A Meta planeja cortar cerca de 8.000 funcionários, ou 10% de sua força de trabalho total ainda esta semana, com novas rodadas de demissões previstas para o final do ano, informou a CNBC. As demissões começam no dia 20 de maio e estão ligadas à decisão da empresa de concentrar seus esforços em inteligência artificial.
O site de notícias afirmou que funcionários atuais e antigos descrevem um crescente sentimento de apreensão na Meta, com uma possível rodada de demissões em agosto, seguida por outra no final do ano.
Os cortes de empregos não são uma surpresa, já que a diretora financeira, Susan Li, afirmou na teleconferência de resultados do primeiro trimestre da empresa, no mês passado, que a Meta “realmente não sabe qual será o tamanho ideal da empresa no futuro”, como parte de seu plano de levar superinteligência a bilhões de clientes. A Bloomberg noticiou no mês passado que a Meta também cancelou planos de preencher 6.000 vagas em aberto, além das demissões de funcionários.
No primeiro trimestre, a Meta elevou sua previsão de investimentos para 2026 para entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões, acima da faixa anterior de US$ 115 bilhões a US$ 135 bilhões, citando preços mais altos de componentes e planos para construir infraestrutura adicional de IA para suportar a capacidade futura.
Fontes da CNBC afirmaram que os funcionários estão apreensivos com a Iniciativa de Capacidade de Modelo (MCI, na sigla em inglês) da empresa, uma ferramenta de rastreamento de funcionários que coleta movimentos do mouse e digitações em computadores da empresa para treinar agentes de IA capazes de executar tarefas de programação e administrativas.
O site de notícias relatou que os funcionários chamaram o projeto de “distópico” e lançaram uma petição interna pedindo ao CEO Mark Zuckerberg que o encerre, citando preocupações com privacidade, consentimento e exploração de dados.




