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Binance diz que investimentos de brasileiros estão seguros, mas impede saques depois do ataque hacker

Em comunicado, a empresa explicou que os ativos dos clientes no Brasil são mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias, e que segue as regras do Banco Central do Brasil (BC), que exigem a separação dos recursos dos usuários daqueles pertencentes à corretora.

A corretora de criptomoedas Binance afirmou nesta sexta-feira (30) que os investimentos de seus clientes brasileiros permanecem seguros após o ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) em criptomoedas.

Em comunicado, a empresa explicou que os ativos dos clientes no Brasil são mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias, e que segue as regras do Banco Central do Brasil (BC), que exigem a separação dos recursos dos usuários daqueles pertencentes à corretora.

As carteiras frias são uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas.

Apesar da garantia de segurança, os saques de criptomoedas estão temporariamente suspensos. Segundo a Binance, a medida é preventiva e permite a realização de uma análise dos sistemas da plataforma.

A corretora informou que segue dentro do cronograma para restabelecer o serviço em até 45 horas. Os depósitos não foram afetados, e os demais serviços continuam funcionando normalmente. “A segurança dos ativos virtuais de nossos clientes continua sendo nossa maior prioridade”, afirmou a Binance.


Pelas regras do Banco Central, em vigor desde fevereiro, as corretoras de criptomoedas devem manter o dinheiro e os ativos digitais dos clientes separados dos recursos da própria empresa. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas.

Diferentemente dos depósitos bancários e de determinados investimentos de renda fixa, as criptomoedas não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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