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Brasil investe apenas 6,4% do orçamento de TI em cibersegurança

Percentual é 36% menor do que o padrão médio adotado internacionalmente, revela estudo da Brasscom.

Apesar de projetar um gasto de R$ 126,9 bilhões entre 2026 a 2029 em cibersegurança, o país ainda investe pouco. Apenas 6,4% do orçamento de TI é alocado em cibersegurança, quando no mundo, a média fica entre 8% a 12%, de acordo com dados apresentados no Relatório de Cibersegurança divulgado pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasccom), divulgado nesta quarta-feira, 28/10.

O levantamento mostra que os investimentos em segurança cibernética no Brasil devem somar R$ 126,9 bilhões entre 2026 e 2029, crescendo 49% nesse período. No caso, a expectativa é de que os gastos totalizem R$ 25,6 bilhões ainda este ano, subindo para R$ 29,6 bilhões em 2027, R$ 33,5 bilhões em 2028 e R$ 38,2 bilhões, em 2029. Os investimentos devem ser liderados pelos segmentos de softwares de segurança (48% dos gastos) e serviços de TI (44%).

Ataques cibernéticos

O estudo mostra que organizações atacadas levaram mais de 100 dias para se recuperarem dos efeitos, especialmente, os econômicos. Dados mostram que 76% das empresas levam mais de 100 dias para recuperação e 65% seguem sofrendo impactos após a recuperação. Apenas 5% das empresas assumem que se recuperam entre 51 a 76 dias.

O nível de maturidade em cibersegurança no Brasil cresceu 41% entre 2023 e 2025, conforme índice internacional National Cyber Security Index, que leva em conta capacidades como políticas, proteção de serviços, resposta a incidentes, gestão de crises e combate ao cibercrime. O Brasil ocupa a 55ª posição no índice, com 71,67 pontos. O ranking é liderado pela República Tcheca, com 98,33 pontos.


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