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Com o fim da desoneração da folha, TIC avança na contratação de mais MEIs

57% do acréscimo de postos em 2025 teve origem em microempreendedores individuais e nos informais, demonstrando uma mudança na relação contratual de trabalho

O aumento da presença de microempreendedores individuais no mercado de trabalho do macrossetor de tecnologia da informação e comunicação é um impacto direto do fim da desoneração da folha de pagamento.

O Relatório Setorial 2025 da Brasscom, lançado durante o TecForum Pocket São Paulo, em 12/5, registrou que os empregos com carteira assinada (CLT) do macrossetor de TIC cresceram em 1,5% em 2025, um acréscimo de 31,3 mil empregos, totalizando 2,1 milhões de empregados, enquanto os MEIs subiram 8,1% para 528.858. Os informais se mantiveram estáveis (+ 0,3%) totalizando 583.551.

Ainda que numericamente os MEIs representem 16,33% da força de trabalho, 57% do acréscimo de postos em 2025 teve origem em microempreendedores individuais e nos informais, demonstrando uma mudança na relação contratual de trabalho. Em 2024, 71,9% do acréscimo de profissionais teve origem na CLT.

O macrossetor de TIC empregava 3.238.011 profissionais em 2025, sendo 2.125.602 CLT, 583.551 informais e 528.858 MEIs. Em relação a 2024, houve um acréscimo de 73,0 mil postos, 2,3% a mais.

“Mais e mais, as novas posições abertas estão indo para PJ e isso passa por razões, sendo uma delas a desoneração da folha de pagamento, que mudou a base de cálculo que estimulava contratação”, assinalou Affonso Nina, presidente-executivo da Brasscom, em coletiva de imprensa.


O ritmo de crescimento dos empregos CLT do macrossetor de TIC diminuiu em 1 p.p. em 2025, além de apresentar um decréscimo sazonal acima do padrão: sendo menos 12,6 mil empregos no mês de dezembro.

Com relação a salários CLT, a média do setor de R$ 4.554 é duas vezes maior que a média nacional (R$ 2.305), sendo que software é 2,9 vezes maior, pagando, em média, R$ 6.591. Serviços de TI vêm na sequência pagando 2,2 vezes mais (R$ 4.970) e a indústria (computando hardware e componentes) tem média de R$ 4.953 — 2,1 vezes mais que a nacional.

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