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Fábricas de IA avançam e impulsionam negócios da Dell

Com servidores IA sendo fabricados localmente desde janeiro, a empresa, que chega aos 27 anos no Brasil, diz que o desafio da inteligência artificial é gerar valor.

A Inteligência Artificial deixou de ser promessa e já há empresas fazendo acontecer o uso da tecnologia. As empresas bem-sucedidas são as que entenderam as fortalezas dos seus negócios antes de adotar a IA. Assim abriu o Dell Technologies Fórum, o presidente da Dell Brasil, Diego Puertas, nesta quinta-feira, 5/11, em São Paulo.

Puertas revelou que, hoje, os servidores IA puxam as vendas da Dell e já são 95 bilhões de dólares em carteira com os equipamentos. No Brasil, o modelo produzido localmente desde janeiro, tem forte demanda e – com GPU – tem um prazo de entrega de 60 dias. Segundo Puerta, as fábricas IA crescem e aparecem e,hoje, já são mais de 6500 clientes usando globalmente. Mas o executivo fez uma advertência: Não basta aumentar os pilotos de IA. Ela precisa avançar para as operações. Na prática, a IA tem de gerar valor”.

No evento, a Dell apresentou cases de empresas que estão fazendo acontecer o uso da Inteligência Artificial. Um deles foi do Sem Parar Corpay, com mais de 8 milhões de tags ativas. A empresa investe em IA desde 2013 e, hoje, soma mais de 300 usos implementados. O sênior VP de Tecnologia, Paulo Scridelli, disse que a sustentabilidade econômica foi o pilar para a companhia contratar a fábrica de IA da Dell.

“Os workloads foram instalados sem incremento de custo. Deixamos a nuvem para experimentos, muito pelo custo”, observou. O executivo também falou que a maior preocupação é evitar o Shadow IA, ou seja, o uso sem controle da inteligência artificial. “Não há iniciativa que seja feita sem passar pelo Comitê de Governança. Não tem como não cuidar da governança”, diz. Segundo Scridelli, a IA Agêntica chegou, mas exige muita segurança e governança e, especialmente, união entre todas as unidades de negócios.

Hiato entre as PMEs e as grandes empresas no Brasil


No evento, a Dell revelou uma pesquisa contratada junto à IDC sobre o uso da Inteligência Artificial no Brasil. O estudo revela que mais da metade (57%) das empresas brasileiras já superou a fase experimental e escalou a Inteligência Artificial (IA) em suas operações. O levantamento também mostrou que a IA está deixando de ser uma iniciativa experimental para se tornar um desafio de infraestrutura, segurança, controle de custos e retorno sobre os investimentos para as 250 organizações entrevistadas.

De acordo com a pesquisa, realizada entre setembro e outubro de 2026, a adoção da IA em escala apresenta diferenças significativas conforme o porte das empresas. Entre as grandes empresas, 72% já utilizam a tecnologia em diferentes áreas do negócio, percentual que cai para 42% entre as pequenas e médias empresas (PMEs). Para os próximos 24 meses, a expectativa é que esses índices alcancem 86% e 46%, respectivamente. Para suportar esse avanço, a participação média da inteligência artificial no orçamento de TI deve crescer dos atuais 28% para 42% no mesmo período.

Outro destaque do levantamento é o avanço dos agentes de inteligência artificial, sistemas capazes de executar tarefas e processos com diferentes níveis de autonomia. Atualmente, 58% das organizações pesquisadas, incluindo todos os perfis de empresas, já utilizam agentes de IA, proporção que deve alcançar 80% nos próximos dois anos. O resultado sinaliza uma evolução na maturidade de adoção da tecnologia, com as empresas avançando de aplicações pontuais para soluções cada vez mais integradas aos processos de negócio.

Ana Paula Lobo viajou ao Dell Technologies Forum Brasil a convite da Dell Brasil

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