Para atrair jovens no primeiro emprego, TICs têm de priorizar o ensino médio profissionalizante
“Muitas vagas de entrada exigem competências técnicas que poderiam ser trabalhadas com o jovem ainda no ensino médio. Assim, ele sairia com um diploma que o preparasse para o primeiro emprego”, afirmou a presidente da Fundação Telefônica Vivo, Lia Glaz.

A educação técnica profissionalizante deve ser tratada como estratégica para inserir mais jovens no mercado de tecnologia. Assim resumiu a diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo, Lia Glaz, ao discutir o tema no Brasscom TecFórum Educação & Emprego, realizado em São Paulo nesta quarta, 27/8.
Para a executiva, embora o ensino superior em tecnologia tenha avançado nos últimos anos, ainda há uma lacuna importante na formação de base. “Nossa maior dificuldade talvez seja o investimento no ensino técnico profissionalizante, uma vez que muitas vagas de entrada exigem competências técnicas que poderiam ser trabalhadas com o jovem ainda no ensino médio. Assim, ele sairia com um diploma que o preparasse para o primeiro emprego”, afirmou.
A executiva ressaltou que a preparação para o mundo do trabalho começa antes mesmo da escolha da profissão. Para ela, o entrelaçamento entre aprendizado acadêmico e experiências práticas ao longo do ensino médio é essencial. “É importante que o jovem tenha acesso não só aos aprendizados de base, como português e matemática, mas também a conteúdos técnicos e oportunidades de inserção, como programas de estágio e jovem aprendiz”, disse.
Glaz lembrou que a estrutura para isso já existe em diversos estados brasileiros, como São Paulo, Goiás e Minas Gerais, onde alunos do ensino médio podem optar por formações técnicas integradas à grade curricular. O desafio, segundo ela, é aproximar ainda mais escolas e empresas. “Precisamos estimular parcerias que conectem a demanda do mercado com o que é ensinado dentro das escolas. Os instrumentos já existem, mas faltam incentivos para essa integração ser mais efetiva.”
Nesse contexto, a Fundação Telefônica Vivo tem direcionado esforços para apoiar a educação profissionalizante em tecnologia. A entidade atua em parceria com secretarias de educação para implementar currículos na área, formar professores e contribuir com discussões de políticas públicas. “Muitos docentes vêm de carreiras técnicas e precisam de suporte pedagógico. Nosso papel é justamente colaborar nesse processo e ampliar as oportunidades de formação e empregabilidade para os jovens”, concluiu Lia Glaz.