
Mesmo com o derretimento das ações das empresas de software nas bolsas de valores, provocado, segundo especialistas, pela disputa com a Inteligência Artificial, a vice-presidente de Marketing para negócios IA da SAP, Brenda Bown, garante que a IA não é uma bolha, mas adverte: ela vai, sim, determinar consolidações no mercado entre fornecedores porque não haverá espaço para todos.
“A IA mudou o negócio, a forma de trabalhar. Ela é transformacional e, definitivamente, não é uma bolha”, afirmou aos jornalistas brasileiros durante entrevista no SAPPHIRE 2026, realizado em Orlando, nos Estados Unidos.
A consolidação do mercado virá, exatamente por conta de tantas empresas estarem lançando soluções de IA de forma simultânea. “Nem todo mundo vai dar certo. E a tecnologia vai avançar muito rápido”, adicionou. No caso da SAP, Brenda Bown adiantou que os lançamentos de inovação IA serão semanais a partir da iniciativa criada pela SAP e batizada de “All In On AI” há oito meses.
A especialista disse que a SAP reinventou-se ao se definir como uma empresa de IA – para poder reinventar os seus clientes e os seus processos. Ao colocar o ERP como o cérebro dessa reinvenção, a companhia consolida o mantra de empresa autônoma, lançado no SAPPHIRE 2026. É a combinação entre aplicações corporativas, dados, IA generativa e uma camada crescente de agentes capazes de executar tarefas de maneira contextual e integrada aos fluxos de negócio.
Indagada se a IA vai roubar empregos do ser humano, Brenda Bown admitiu que haverá um redesenho das funções de trabalho e brincou: “a inteligência artificial não vai substituir você, mas alguém usando inteligência artificial vai.” Brenda acrescentou que as empresas não estão prontas para delegar decisões críticas para a inteligência artificial. “E é um risco elevado mesmo deixar a IA assumir toda a decisão; o ser humano é quem vai dar a palavra final”, completou.
Ana Paula Lobo viajou a convite da SAP Brasil





