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Sites de governos e empresas saem do ar por brecha na linguagem PHP

No Brasil, a Anatel suspendeu o acesso externo ao Sistema Eletrônico de Informações para evitar que os sistemas pudessem ser invadidos por conta da falha do PHP.

Agências governamentais e empresas em diferentes países tiraram sites do ar nesta quarta-feira (21) após a descoberta de duas falhas críticas relacionadas ao PHP, linguagem de programação utilizada em grande parte dos sites da internet.

Aqui no Brasil, a Anatel suspendeu o acesso externo ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI) por conta das falhas percebidas no PHP. Outras soluções também foram suspensas por medidas de prevenção. Oficialmente a agência informou que o acesso foi suspenso por conta da vulnerabilidade identificada na linguagem PHP.

Nos Estados Unidos,a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) pediu que as organizações corrigissem as falhas imediatamente ou desligassem os sistemas vulneráveis. As falhas “frequentemente proporcionam um caminho direto para o sistema de arquivos ou para o banco de dados do servidor”, afirmou a NSA em um comunicado no X.

Na França, sites de administrações locais, incluindo o da Prefeitura de Polícia de Paris, estão inacessíveis desde a tarde desta quarta-feira a pedido da Agência Nacional de Cibersegurança francesa, após a “detecção de uma vulnerabilidade crítica de segurança”, informou o Ministério do Interior.

Nos Países Baixos, o serviço nacional de identidade digital DigiD, o site da Câmara dos Representantes e o do centro nacional de cibersegurança foram desligados como medida de precaução, de acordo com a emissora pública holandesa NOS.


O PHP é usado em plataformas populares de criação de sites, o que significa que as falhas podem afetar uma grande variedade de páginas na internet, de lojas online e veículos de notícias a serviços governamentais.

Desenvolvedores voluntários do projeto PHP lançaram uma atualização para corrigir as falhas nesta quarta-feira (21). As falhas foram reportadas em agosto pela empresa de segurança Calif e pela OpenAI, criadora do ChatGPT, que as identificou de forma independente no mesmo dia. Posteriormente, a Wiz, empresa de segurança na nuvem pertencente ao Google, informou ter encontrado outras maneiras de explorar as vulnerabilidades.

*Com informações do G1

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