Smart Sampa: dados sigilosos vazados estavam sem segurança básica
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, admitiu que o sistema - com dados sigilosos dos paulistas- não usava autenticação de dois fatores, medida básica de segurança da informação. Mas vazamento teria acontecido por meio de um servidor concursado, já afastado.

Os sistemas da plataforma de videomonitoramento de segurança de São Paulo (SP), o Smart Sampa, não possuíam autenticação em dois fatores (2FA), sistema básico de segurança da informação. De acordo com o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), os sistemas do Smart Sampa passam por uma ação contínua de segurança e por isso, alegou, não tinham 2FA.
A autenticação em dois fatores é um modelo de segurança que exige duas fases para acessar um sistema, podendo ser uma senha alfanumérica e um código enviado por e-mail, uma senha alfanumérica e checagem de biometria facial, uma alfanumérica e códigos aleatórios gerados por um software etc. Apesar da falta da segunda camada de proteção, Nunes disse que não houve “acesso indevido” e reafirmou que a tecnologia é segura.
De acordo com a prefeitura de São Paulo, o responsável pelo vazamento foi um servidor concursado da Guarda Civil Metropolitana. Ele já teria sido afastado. Esse funcionário mantinha senhas em uma plataforma e a prefeitura tinha conhecimento disso, já que fragilidade seria uma “isca” para saber se haveria acessos irregulares, segundo o próprio prefeito Ricardo Nunes.
Reportagem do portal UOL revelou que estavam expostas mais de 1 mil câmeras instaladas em Unidades Básicas de Saúde (UBS), 427 câmeras em escolas municipais de educação infantil, 118 câmeras em centros de atenção psicossocial e mais. O vazamento dos dados está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo.



