Teles defendem uma nova regulamentação; pedem o fim do FISTEL; e criticam as big techs
Ao abrir o Painel Telebrasil 2026, o presidente da entidade, Alberto Griselli, disse que o Brasil está conectado, mas precisa ser digital para injetar R$ 1,3 bilhão no Produto Interno Bruto do país.


O Brasil já está conectado. Falta agora avançar no digital. Ao abrir o Painel Telebrasil 2026, Alberto Griselli, CEO TIM Brasil e presidente da Telebrasil, destacou a oportunidade de o País acrescentar R$ 1,3 trilhão no Produto Interno Bruto (PIB) ao saltar do “Brasil conectado para o Brasil digital”, slogan que marca a edição deste ano do evento realizado em Brasília nos dias 19 e 20 de maio.
“Já alcançamos o Brasil conectado. Somos o terceiro lugar global na adoção de inteligência artificial generativa, 70% das compras são resolvidas pelo celular, temos 3 milhões de teleconsultas por ano e 40 mil km ou 50% das rodovias com conectividade. Falando de telecomunicações, o 5G alcança 70% das população brasileira em menos de quatro anos desde o leilão e é a quarta rede mais rápida do mundo”, frisou Griselli.
O desafio agora é dar o salto do Brasil conectado ao Brasil digital em um momento em que o mundo passa por transições marcadas pela inteligência artificial e multiplicação dos dados. “Quando a tecnologia muda de era, a regulamentação deve acompanhar também. Temos de nos perguntar se o desenho dos últimos anos permanece à prova do futuro”, questionou, antes de refletir que está transformação passa por entender que o poder do mercado é global, mas a perspectiva da norma é regional; quem concentra poder escapa das obrigações, mas quem investe paga; que regras produzem regras e a previsibilidade virou revisão; e a carga tributária se baseia em tributar “o que é fácil, não o que é justo”, destacou o presidente.
Griselli também aproveitou para criticar as big techs. “Quem concentra poder escapa das obrigações. Quem investe paga”, afirmou. Tributa-se o que é fácil, não o que é justo”. O presidente da Telebrasil apontou dois eixos habilitadores para o Brasil digital: consolidar a conectividade e avançar na fronteira tecnológica. Nesse sentido, destacou que o espectro é recurso estratégico e deve ser tratado como política de longo prazo e que o compartilhamento de infraestrutura de rede deve ser natural em um País de tamanho continental.
Chamou também a atenção para problemas relacionados à segurança da infraestrutura física e cibernética e ressaltou que os fundos setoriais precisam ser revistos. “Fundos arrecadam mais do que é efetivamente destinado ao seu desenvolvimento. O Fistel precisa ser extinto e Fust pode ser redesenhado para acompanhar a transição do Brasil conectado para o Brasil digital”, defendeu.
Esses dois eixos pavimentam a transformação junto ao Brasil digital e fazem essa transição passa pelo estabelecimento de novos paradigmas. “Mais estado e mais mercado: uma nova equação, cada um dando o melhor de si com base no entendimento comum das características e dimensão do novo ecossistema. O Brasil digital se constrói entregando investimento privado”, concluiu.





