Telecom

Oi assume querer vender Oi Soluções por até R$ 1,4 bilhão

Modelagem da venda da unidade B2B, a única que estava trazendo alguma rentabilidade ao grupo Oi, estaria 'em fase avançada', conforme relatório apresentado pela gestão judicial à juíza Simone Chevrand. Segundo a Oi, há empresas interessadas no ativo.

A administração judicial da Oi entregou nesta segunda-feira, 20 de abril, o relatório de gestão determinado pela juíza Simone Chevrand em relação à situação atual da operadora e perspectivas para a continuidade das operações.

E a mensagem final é : a venda de todos os ativos para o pagamento dos passivos, mas não existe uma única referência ao passivo com os trabalhadores, sejam os do grupo Oi, ou das subsidiárias como a Serede.

Há apenas a vontade determinada de vender os ativos. Segundo o relatório, o ativo mais próximo de ser vendido – ‘por estar em fase avançada de reestruturação’ – seria a Oi Soluções, que teria potencial de chegar a R$ 1,4 bilhão, mas também não há referência ao esvaziamento da carteira de clientes nos últimos meses. E mesmo assim, relata o documento, haveria grandes empresas interessadas no ativo, mas não se revela quais seriam essas ‘companhias’. A reestruturação da Oi Soluções foi conduzida pela G5 Partners, e aqui também não há valores sobre o custo do trabalho de reestruturação proposto pela empresa.

Parte do processo foi a consituição de uma Unidade Produtiva Isolada – UPI, composta por 100% (cem por cento) dos ativos do Grupo Oi referentes a sua Operação B2B, que compreendem a operação de serviços de telecomunicações, soluções de conectividade e serviços de TI prestados diretamente a pessoas jurídicas usuárias finais, incluindo a base de clientes e contratos no escopo da Operação B2B do Grupo Oi (contratos públicos e privados).

O objetivo da venda do ativo é converter em liquidez imediata para a Oi e atender à preservação da operação, com potencial de beneficiar o cumprimento do plano de recuperação judicial e os credores da companhia, e aqui de novo, não há uma linha sequer sobre a dívida com os trabalhadores.


O relatório judicial também mostra que estão sendo renegociados contratos com fornecedores e revistas as condições de venda da rede de cobre, o que pode trazer mais R$ 23 milhões, e levantamento de depósitos trabalhistas de mais R$ 54 milhões, podendo chegar a R$ 2 bilhões a depender do “processamento dos pedidos”.

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