Oi paga salários de demitidos em agosto e setembro. Trabalhadores lutam, agora pelas verbas rescisórias
Federações aguardam por uma nova audiência com o administrador judicial Bruno Rezende e uma posição mais clara da juíza Simone Gastesi Chevrand para abrir caminho ao reestabelecimento de todos os pagamentos devidos.e uma posição mais clara da juíza juíza Simone Gastesi Chevrand para abrir caminho ao reestabelecimento de todos os pagamentos devidos.

Os salários dos funcionários demitidos pela Oi em agosto e setembro por conta da falência da empresa – cerca de 1000 funcionários- foram pagos nesta sexta-feira, 16/10. Mas segue sem solução o pagamento das verbas rescisórias. Em comunicado à imprensa, as Federações FENATTEL, FITRATELP e FITTLIVRE, que representam os trabalhadores, informam que aguardam o agendamento de uma nova audiência com o administrador judicial Bruno Rezende.
Entre as prioridades estão o acompanhamento da publicação do edital de credores, a orientação aos trabalhadores para o cadastramento, a habilitação e a conferência de seus créditos, além da busca de soluções que assegurem transparência e agilidade no reconhecimento dos valores devidos.
As entidades também pretendem contribuir para uma transição organizada e tranquila dos contratos e serviços atualmente vinculados ao Grupo Oi, preservando a continuidade das atividades essenciais, os postos de trabalho ainda existentes e os direitos dos profissionais envolvidos.
Segundo as federações, a continuidade dos serviços de telecomunicações, especialmente daqueles prestados a órgãos públicos e à população, exige planejamento, responsabilidade e diálogo entre a Administração Judicial, o Poder Judiciário, as empresas envolvidas e os representantes dos trabalhadores.
As Federações ressaltam que a liberação das verbas salariais, embora relevante, não representa a solução definitiva para as pendências trabalhistas. De acordo com elas, permanece a expectativa em relação ao agravo de instrumento, cujo prazo processual está em curso, por meio do qual se busca a revisão da decisão que suspendeu os pagamentos das parcelas previstas no acordo anteriormente celebrado.
Em tom amigável, as entidades afirmam confiar que o exame da questão pelo Tribunal poderá abrir caminho para o restabelecimento dos pagamentos, respeitando os direitos dos trabalhadores e a segurança jurídica dos compromissos assumidos. ” Nós queremos que prevaleça o bom senso e que ela não considere a falência a partir de setembro do ano passado, mas, sim, a partir do dia 25 de agosto, para não prejudicar mais ainda aos trabalhadores”, diz João de Moura Neto, presidente da Fitratelp.
O pagamento autorizado é uma conquista importante, mas a luta somente estará concluída quando todos os trabalhadores receberem integralmente os valores que lhes são devidos. As Federações reafirmam que a mobilização continuará de forma firme, responsável e incansável, combinando a atuação jurídica, a negociação institucional e a participação organizada dos trabalhadores.

