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Parabólicas digitais: Tradução para línguas indígenas eleva adesão de até 150% no Brasil Antenado

Após sucesso da iniciativa na região norte, EAF ampliou o esforço para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A tradução de materiais informativos para línguas indígenas tem se consolidado como fator decisivo para ampliar o alcance do programa Brasil Antenado em comunidades isoladas. A iniciativa, coordenada pela EAF, já disponibiliza tutoriais em sete idiomas nativos e registra aumento significativo na adesão após a adoção da estratégia.

Voltado à oferta gratuita de acesso à TV digital, o programa passou a oferecer orientações em Munduruku, Ingarikó, Xavante, Macuxi, Iny Rybè, Guarani e Akwê. Segundo a EAF, a adaptação linguística tem sido determinante para superar barreiras históricas de comunicação e ampliar o engajamento em territórios tradicionais.

Os resultados são mais evidentes na região Norte. Em Jacareacanga (PA), a adesão ao programa cresceu 150% após a disponibilização de materiais em Munduruku. Já em Uiramutã (RR), município com a maior proporção indígena do país, o aumento foi de 124% com conteúdos em Macuxi e Ingarikó.

Com base nesses indicadores, o programa iniciou a expansão da estratégia para o Centro-Oeste. No Mato Grosso, foram lançados materiais em Iny Rybè e Xavante, enquanto no Mato Grosso do Sul houve tradução para o Guarani. A iniciativa busca alcançar aldeias com famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), ampliando o acesso à política pública.

A expectativa é replicar, nessas regiões, o mesmo padrão de crescimento observado no Norte, garantindo que a migração para o sinal digital aberto alcance populações historicamente menos atendidas.


O programa também avança em Minas Gerais, com a implementação de conteúdos na língua Akwê, falada pelo povo Xakriabá, maior comunidade indígena do estado, concentrada no município de São João das Missões, com cerca de 8 mil habitantes.

Para a CEO da EAF, Gina Marques, a iniciativa reforça a necessidade de alinhar inovação tecnológica à diversidade cultural do país. “Eliminar obstáculos — sejam eles técnicos, geográficos ou linguísticos — é a nossa missão prioritária. Quando traduzimos nossa comunicação para as línguas originárias, asseguramos que a tecnologia respeite a identidade de cada povo e que ninguém seja deixado para trás na transição para o futuro digital”, afirmou.

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