
A demanda anual de processamento de dados do Serviço Federal de Processamento de Dados vai se multiplicar por cinco por conta da reforma tributária. Segundo o presidente da estatal, Wilton Mota, a empresa precisou reestruturar sua infraestrutura para suportar o volume adicional e atender aos requisitos de disponibilidade do novo sistema.
“Do ponto de vista de sistema, do que entrou agora esse ano, foram mais 16 sistemas. E do ponto de vista de infraestrutura, como você bem disse, é maior realmente, o maior sistema que a gente desenvolve. Só para você ter ideia em termos de números. Todos os sistemas que a gente tem, todos, são 5.000 sistemas. A gente tem uma base nesses 61 anos de Serpro de 50 Petabytes. Só que a reforma tributária vai produzir 4 Petabytes por ano. É uma mudança significativa”, destacou Mota em entrevista ao portal Convergência Digital.
Para atender ao novo patamar de demanda, a empresa criou uma nova infraestrutura dedicada. “A gente comprou equipamentos, comprou a plataforma, mas temos soberania do ponto de vista operacional. Somos nós que operamos e os dados estão aqui no nosso centro de dados. E, ainda, do ponto de vista de não ter conectividade. Não tem orquestração externa. Está no meu ambiente, como se fosse on premises.”
Mota explica que foi preciso criar uma nova infraestrutura para atender a reforma tributária por conta do pré-requisito de altíssima disponibilidade. “Tivemos que subir em dois ambientes. E, na verdade, a gente tem três ambientes. Temos São Paulo e mais dois ambientes aqui em Brasília. E criamos a nuvem soberana com duas zonas. Uma na regional e um outro centro de dados”, explicou Mota.
Segundo ele, a parte da integração passa pelo ambiente on premises de Brasília. A segunda zona de nuvem não existia. “Fizemos um investimento da ordem de R$ 1,5 bilhão, a ser pago durante sete anos. Esse investimento, essa implementação que a gente fez, veio para atender a Receita Federal”, revelou.





