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CPQD terá R$ 104 milhões do Funttel para 6G, nuvem e inteligência artificial

Serão R$ 30 milhões já em 2026, conforme a Lei Orçamentária Anual. Para 2027 estão previstos R$ 22,7 milhões.

O Ministério das Comunicações vai liberar cerca de R$ 104 milhões para financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de telecomunicações, com foco em tecnologias como 6G, inteligência artificial e computação em nuvem. Os recursos são provenientes do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), que já destinou mais de R$ 362 milhões ao setor nos últimos anos.

Segundo o ministro Frederico de Siqueira Filho, o investimento busca posicionar o Brasil em áreas estratégicas da inovação global. “O repasse desses recursos vai possibilitar o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o país, fortalecendo nossa soberania digital. Ao investir em áreas como 6G e inteligência artificial, criamos condições para que essas soluções sejam incorporadas pela indústria nacional, gerando benefícios diretos para a sociedade”, afirmou.

Os recursos foram aprovados pelo conselho gestor do fundo e serão executados pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) ao longo do triênio 2026-2028. Entre os projetos previstos está o Prisma, que propõe a criação de uma plataforma brasileira para gestão de data centers sustentáveis e serviços em nuvem. A iniciativa tem como objetivo aumentar a eficiência energética, reduzir custos e reforçar a autonomia digital do país.

De acordo com o presidente do CPQD, Sebastião Sahão Junior, o Funttel tem papel central no financiamento de projetos estruturantes para o setor. Ele destacou que o centro, que completa 50 anos em 2026, atua como parceiro do Estado brasileiro no desenvolvimento de tecnologias que ampliam a competitividade do mercado e contribuem para o desenvolvimento sustentável.

O pacote de investimentos também contempla o desenvolvimento de infraestrutura de rede 6G com uso de inteligência artificial, soluções voltadas à segurança e privacidade digital, ferramentas de IA generativa para operadoras e tecnologias para telemedicina, com potencial de ampliar o acesso e a qualidade dos serviços digitais.


Do total previsto, R$ 30 milhões serão liberados já em 2026, conforme a Lei Orçamentária Anual. Em 2025, o fundo destinou R$ 15 milhões, enquanto para 2027 estão previstos R$ 22,7 milhões.

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