Segurança

GSI faz parceria de cibersegurança para 10 milhões de micro e pequenas empresas

Acordo com Markets Innovation & Technology Institute (Miti) vai mapear riscos e orientar empresas com apoio da CNI, Sebrae e Serasa.

Um acordo entre governo e iniciativa privada quer ampliar o nível de proteção digital das empresas brasileiras, com foco especial nas pequenas e médias. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República firmou parceria com o Markets Innovation & Technology Institute (Miti) para desenvolver um projeto voltado à elevação da maturidade em cibersegurança e à redução de riscos digitais e sistêmicos no país.

O entendimento foi assinado pelo secretário de Segurança da Informação e Cibernética do GSI, Andre Molina, e pelo líder do laboratório de cibersegurança do Miti, Nycholas Szucko, durante o evento Quantum Com Brasil 2026, realizado em Brasília.

A primeira frente do projeto prevê a aplicação de estudos e metodologias para mapear o nível de exposição a riscos cibernéticos das empresas, considerando tanto suas características setoriais quanto comparações com a média nacional. Para isso, será utilizada uma plataforma que integra frameworks internacionais e boas práticas, cruza dados internos e externos e os transforma em indicadores de risco, maturidade e governança.

A expectativa é alcançar cerca de 10 milhões de pequenas e médias empresas no Brasil, com apoio de instituições parceiras como Confederação Nacional da Indústria (CNI), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serasa Experian. Segundo Szucko, aproximadamente 200 mil empresas devem manifestar interesse inicial em participar da iniciativa.

Após essa etapa, as empresas passarão por um processo de avaliação para identificar seu nível de maturidade em segurança digital. Com base nesse diagnóstico, será possível estruturar planos de ação voltados à mitigação de riscos e ao fortalecimento da governança tecnológica.


Para Molina, o projeto representa um avanço estratégico, especialmente diante da crescente digitalização da economia. “A transformação digital ampliou significativamente a superfície de exposição a riscos cibernéticos, e as pequenas e médias empresas estão entre as mais vulneráveis. Esta iniciativa reforça o compromisso do Estado em apoiar essas organizações na construção de capacidades de proteção”, afirmou.

Além de orientar empresas, a iniciativa também pretende gerar dados agregados sobre as principais fragilidades em cibersegurança no país. Essas informações poderão subsidiar políticas públicas e direcionar investimentos, ao mesmo tempo em que oferecem parâmetros comparativos entre setores.

O Miti destaca que a proposta está alinhada ao seu objetivo de promover o uso responsável de tecnologias emergentes e fortalecer a segurança da economia digital. A relevância do tema é reforçada por estimativas de especialistas de que cerca de 60% das pequenas e médias empresas encerram suas atividades em até seis meses após sofrerem ataques cibernéticos.

“Projetos como esta parceria permitem evitar que muitos empreendimentos tenham esse destino e, ao mesmo tempo, fomentam a evolução das empresas para níveis mais elevados de eficiência e sustentabilidade”, concluiu Szucko.

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