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Alibaba Cloud começa a operar em julho e promete brigar por um lugar no mercado nacional de nuvem

Gigante quer ter um lugar de destaque no cenário brasileiro, hoje, dominado pela AWS e Microsoft Azure.

A Alibaba Cloud, divisão de computação em nuvem do grupo Alibaba, marcou o início das suas operações no Brasil para julho. A informação foi confirmada por Eric Secco, ex-executivo da AWS, nomeado country manager da companhia para o país há menos de dois meses, revela o site Capital Aberto.

O início das atividades locais marca a primeira presença direta da empresa no mercado brasileiro com estrutura comercial própria. A escolha do Brasil como destino não é fortuita. O mercado de nuvem brasileiro movimentou R$ 85 bilhões em 2025, com crescimento de 35,5%.

A decisão de entrar no Brasil já havia sido anunciada na Apsara Conference 2025, quando a Alibaba Cloud revelou planos para inaugurar seus primeiros data centers no Brasil, na França e nos Países Baixos. O movimento integra uma estratégia de expansão global mais ampla.

O volume de capital envolvido na expansão dá a dimensão do que está em jogo: a companhia anunciou um investimento de cerca de US$ 53,4 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial e computação em nuvem ao longo dos próximos três anos.

A Alibaba Cloud é a maior provedora não ocidental, com aproximadamente 4% de participação global, em um mercado dominado pela AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, que juntas, controlam 68% do total de gastos corporativos com nuvem, como mostram os dados do Synergy Research Group referentes ao quarto trimestre de 2025.


A chegada da Alibaba Cloud vai mexer no cenário brasileiro, dominado pela AWS, e também com a também chinesa Huawei. E a empresa chinesa vai, sim, apostar em preço para ganhar território. A Alibaba Cloud terá estrutura para vender, dar suporte e escalar contratos diretamente — o que, para potenciais clientes, representa uma interlocução diferente da que existia até agora e, para AWS e Azure, uma ameaça nova num mercado que até aqui não conhecia concorrência chinesa com data center próprio.

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