Para assegurar a soberania, a AGU decidiu investir em infraestrutura própria, on premises, para ter total controle dos dados armazenados, conta o diretor de TI, Álvaro Rondon. “Estamos mantendo os dados sob controle do estado brasileiro sem sofrer interferência externa no nosso desenvolvimento de inteligência artificial”, conta o diretor de TI da Advocacia Geral da União, Álvaro Rondon.
Em entrevista durante o 3º Fórum Transformação Digital Advocacia Pública, organizado pela Network Eventos, em Brasília, Rondon disse que está com uma licitação no mercado para a aquisição de mais servidores com GPUs. “O custo da GPU ficou muito caro mesmo, mas o nosso interesse é a soberania. Estamos com a licitação e vendo as alternativas de mercado. Mas o nosso propósito é ter novos servidores com GPUs ainda em 2026 em funcionamento no nosso data center”, contou.
As GPUs em nuvem estão sendo usadas para as LLMs de Inteligência Artificial, mas o desenvolvimento das soluções é feito dentro do data center próprio para evitar qualquer interferência externa e assegurar o controle dos dados para o estado brasileiro. Como Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT), nos termos do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, a AGU tem facilidades para a aquisição de equipamentos voltados à Inovação.
Indagado pelo Convergência Digital se a AGU negocia com as estatais de TI, Serpro, Dataprev e Telebrás, interessadas em prover GPUs como Serviço na nuvem soberana do governo, Álvaro Rondon admitiu conversas, mas não quis dar muitos detalhes. Assista a entrevista.





