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Oi Soluções não desperta interesse e preço pode cair de R$ 1,4 bi para R$ 700 milhões

Sem interessados, o certame da unidade pela Oi terminou deserto. A Justiça deu prazo de cinco dias para a Oi e o administrador judicial se manifestarem.

Deserto. Assim terminou o leilão da Oi Soluções realizado nesta quarta-feira, 17/6. Fontes do mercado revelam que cinco empresas tinham se habilitado para participar do certame: TIM, Claro, Sercomtel, Telefônica e Vtal. Mas nenhuma deu lance. O grande senão seria o alto preço – R$ 1,4 bilhão por uma empresa que está sendo esvaziada e perdendo clientes.

A subsidiária da Oi oferece serviços de telecomunicação, conectividade e TI a grandes empresas e setor público. A Oi Soluções é o último negócio relevante da companhia no plano de desinvestimento, que visa pagar credores, e tinha cerca de 14 mil contratos, dos quais 60% com órgãos públicos e 40% com privados.

A Justiça deu prazo de cinco dias para a Oi e o administrador judicial se manifestarem. A Oi deve pedir ao juiz para designar uma nova data para o leilão com desconto de 50% do valor mínimo avaliado em R$ 1,4 bilhão, ou seja, R$ 700 milhões, conforme diz a lei para esses casos. A Oi ainda não se manifestou oficialmente.

Há também a questão da UPI STFC, de voz fixa, vendida, em abril, por R$ 60 milhões para a Método Telecom, mas que até agora não teve o pedido de anuência entregue para a Anatel, uma vez que a venda envolve obrigações a serem cumpridas pela Oi e transferidas para a compradora. Esse atraso teria tirado o interesse das compradoras da Oi Soluções, temorosas de atrasos e de atrasos judiciais. Para a Oi, a não venda significa não ter dinheiro em caixa para pagar as despesas.


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