
A EXA, ecossistema de proteção digital do Grupo FS, inaugurou nesta quinta-feira, 18/6m, em Parnaíba (PI), o EXA Labs, o primeiro Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do estado focado em cibersegurança. A iniciativa marca um movimento estratégico de descentralização da inovação no Brasil, integrando pesquisa acadêmica, qualificação técnica e desenvolvimento de soluções de ponta em Inteligência Artificial e prevenção a fraudes.
Essa ação nasce em um momento de agravamento da crise de cibersegurança no país, hoje o segundo mais atacado digitalmente no mundo. Em 2025, o Brasil registrou mais de 14 milhões de tentativas de fraude, uma ocorrência a cada 2,2 segundos, alta de 28,6% em relação a 2024, segundo a Serasa Experian. Apenas os golpes envolvendo Pix e boletos falsos somaram prejuízo de R$ 29 bilhões, atingindo 24 milhões de brasileiros. O cenário se intensifica com o avanço da inteligência artificial, que já aparece em 42,5% das fraudes, enquanto os deepfakes cresceram 830% em um ano. Na região Nordeste, as tentativas de fraudes digitais avançaram 32%.
“Esse investimento responde a um desafio real e crescente para o país. O Brasil vive uma escalada das fraudes digitais, com impacto direto sobre empresas e cidadãos, e a inteligência artificial tornou esse ambiente ainda mais sofisticado e desafiador. O EXA Labs nasce nesse contexto, com o objetivo de desenvolver tecnologia, formar especialistas e criar soluções capazes de fortalecer a prevenção e a resposta a ameaças cibernéticas a partir do Piauí”, afirma Carlos Alberto Landim, membro do Conselho de Administração da EXA e partner do Grupo FS.
A EXA já investiu R$ 250 milhões em infraestrutura tecnológica, desenvolvimento de produtos, estrutura operacional e contratação de mão de obra qualificada nos últimos três anos. Desse total, R$ 9 milhões foram destinados exclusivamente ao apoio de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento O Centro de Inovação Tecnológica e Cibersegurança receberá aportes de R$ 25 milhões previsto para os próximos quatro anos no EXA Labs de Parnaíba (PI) consolida um hub regional voltado à criação de modelos próprios de machine learning e IA aplicados à segurança, como a detecção de deep fakes e análise de comportamento em transações em tempo real.
“O Piauí oferece o ambiente institucional e a infraestrutura necessária — conectividade de ponta e capital humano qualificado — para sustentar um projeto de P&D de alta complexidade. Estamos conectando a pesquisa acadêmica a desafios reais de proteção digital, garantindo que o que é desenvolvido aqui chegue, na ponta, como uma barreira eficiente contra as novas modalidades de crimes digitais”, complementa Landim.
A iniciativa dá continuidade à estratégia da EXA de aproximar pesquisa acadêmica e desenvolvimento tecnológico. Após estabelecer parceria com a PUC-Rio para estudos em inteligência artificial aplicada à cibersegurança e à prevenção de fraudes, a empresa expande o projeto em Parnaíba com duas instituições de ensino locais: a Uninassau, com foco em P&D de novas soluções digitais antigolpe e antifraude, e o SENAI, voltado à qualificação profissional e à aceleração de projetos por meio do Saga SENAI de Inovação.
A escolha de Parnaíba e do Piauí como base para essa expansão está ancorada em um ambiente regional cada vez mais favorável à inovação. O estado lidera o ranking nacional de investimento público proporcional, com mais de 17% da Receita Corrente Líquida destinados, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional. O Piauí lidera ainda o ranking nacional de Oferta de Serviços Públicos Digitais (Índice ABEP-TIC 2025), além de contar com mais de 11 mil quilômetros de rede de fibra óptica implantada e iniciativas de formação em inteligência artificial na educação básica. Em Parnaíba, esse cenário ganha escala local: a cidade é uma das quatro do país com Zona de Processamento de Exportação alfandegada em operação, abriga o Tech Export Hub, voltado à exportação de serviços tecnológicos, e reúne instituições de ensino superior capazes de formar mão de obra qualificada para o setor.
“O lançamento do EXA Labs em Parnaíba traduz uma visão de longo prazo sobre onde estarão os polos mais promissores de inovação e formação tecnológica no Brasil. O Piauí reúne condições concretas para sustentar esse avanço, com investimento, conectividade, qualificação e um ambiente institucional que favorece o desenvolvimento. Para a EXA, estar presente nesse movimento significa contribuir para a formação de talentos, ampliar a capacidade de pesquisa aplicada e desenvolver soluções de proteção digital alinhadas aos desafios reais da sociedade”, afirma Landim.
O EXA Labs tem foco em pesquisa aplicada: o que é desenvolvido no laboratório alimenta diretamente as soluções de proteção digital antigolpe e antifraude que chegam aos clientes da EXA. As linhas de pesquisa prioritárias envolvem o desenvolvimento de modelos próprios de IA e machine learning para detecção de deep fakes, checagem de URLs e análise de mensagens maliciosas, organizadas em três frentes principais: detecção de fraudes financeiras em tempo real, identificação de comportamentos suspeitos em transações digitais e desenvolvimento de modelos de defesa contra ataques que já utilizam inteligência artificial como instrumento de escala e sofisticação.
O Brasil enfrenta um déficit estimado em 750 mil especialistas em cibersegurança, segundo a Fortinet, e essa lacuna é ainda mais acentuada fora dos grandes centros. O EXA Labs no Piauí foi estruturado para enfrentar esse desafio por meio de pesquisa em parceria com universidades locais e investimento em qualificação profissional. O objetivo é ampliar o acesso de estudantes à fronteira da cibersegurança e da inteligência artificial, além de fortalecer a formação técnica voltada às demandas reais do mercado. Como parte desse movimento, o novo laboratório utilizará a estrutura da empresa em Parnaíba como ponto de encontro entre pesquisadores, especialistas e equipes técnicas, com foco na criação de soluções inovadoras para proteção digital e no enfrentamento dos desafios crescentes da segurança cibernética.




