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Rio de Janeiro registra mais de 52 milhões tentativas golpes telefônicos em 12 meses

Cobranças indevidas e prova de vida lideram as abordagens dos golpistas. Em maio, o estado atingiu o maior patamar de tentativas de golpe monitoradas pela empresa, com média de 181 por minuto.

Os consumidores do Rio de Janeiro foram protegidos contra mais de 52 milhões de tentativas de golpe por telefone nos últimos 12 meses, segundo dados da DMA (Digital Made Accessible). O volume equivale a uma média de 142 mil proteções por dia.

O avanço desse tipo de fraude intensificou-se ao longo deste ano. Em maio, o estado atingiu o maior patamar de tentativas de golpe monitoradas pela empresa, com média de 181 por minuto. O período também foi marcado pelo aumento da participação do Rio de Janeiro no total de ocorrências fraudulentas identificadas no país, ficando atrás de São Paulo, que lidera o ranking com 108,9 milhões.

Além do volume crescente, os dados revelam quais são as estratégias mais utilizadas pelos criminosos para abordar potenciais vítimas. Entre setembro de 2025 e maio de 2026, a DMA analisou mais de 157 mil relatos de moradores do estado que receberam chamadas classificadas como suspeitas pela solução Protect Call.

As informações mostram que os golpes relacionados a cobranças indevidas aparecem como a principal abordagem relatada por moradores do Rio de Janeiro entre as chamadas classificadas como suspeitas. Esse tipo de abordagem respondeu por 35,3% dos registros identificados no estado, acima da média nacional de 31%.

Nesses casos, os criminosos entram em contato alegando a existência de dívidas, pendências financeiras ou cobranças urgentes, tentando pressionar a vítima a realizar pagamentos ou fornecer informações pessoais.


Outra modalidade que chama a atenção é o golpe da prova de vida. As ocorrências representam 6,5% dos registros no estado, percentual superior à média nacional, de 5%.

Nesse tipo de fraude, os golpistas costumam se passar por órgãos públicos ou instituições ligadas à Previdência Social. A abordagem geralmente utiliza mensagens de urgência, como suposta suspensão de benefícios, para induzir as vítimas a compartilhar dados pessoais, instalar aplicativos ou acessar links suspeitos.

“Os golpistas costumam direcionar suas abordagens para situações que fazem parte da rotina das pessoas. Quando a ligação envolve uma cobrança financeira ou um benefício social, a vítima tende a agir mais rapidamente, muitas vezes sem verificar a autenticidade do contato”, afirma Adrian Galeti, vice-presidente de tecnologia e inovação e CISO da DMA.

Segundo a empresa, o monitoramento contínuo das chamadas suspeitas permite identificar tendências emergentes e aperfeiçoar os mecanismos de proteção contra fraudes telefônicas. “As fraudes por telefone mudam constantemente de formato, mas seguem um padrão: explorar momentos de vulnerabilidade ou preocupação do consumidor. Monitorar essas mudanças nos permite antecipar novas ameaças e evoluir continuamente a nossa proteção”, observa Galeti.

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