
Ao completar cinco anos, o Banco Central divulgou nesta segunda-feira, 10 de agosto, um um relatório de gestão do PIX, ferramenta de transferência de recursos em tempo real da autoridade monetária — lançada em 2020. Autoridade Monetária lembra a evolução da ferramenta com o
“PIX cobrança”, “PIX saque”, “PIX agendado” e “PIX por aproximação”.
E promete novidades para o futuro, como a cobrança híbrida, o uso para quitar duplicatas, o chamado “split tributário”, relacionado com a reforma tributária, além do “PIX internacional” e do “PIX em garantia” Também informou que está discutindo a utilização indevida do campo de descrição das transações, ou seja, o envio de mensagens por meio da ferramenta e a padronização dos chamados alertas de golpe.
Em 2025, o PIX registrou R$ 35,36 trilhões em transferências, novo recorde. O volume de valores transferidos cresceu 33,6% na comparação com 2024 — quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões.
“Originalmente concebido para que o pagador registre informações objetivas sobre o pagamento, esse campo tem sido utilizado, em algumas situações, para fins alheios ao propósito original, como veículo para mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, frequentemente associadas a transferências de valor irrisório”, explicou o Banco Central.
Por conta disso, a instituição iniciou neste ano um grupo de trabalho no âmbito do Fórum PIX, com a participação de associações representativas do sistema de pagamentos, com o objetivo de discutir alternativas e encaminhamentos voltados à preservação da integridade do instrumento e da boa experiência dos usuários, sem comprometer as características essenciais do PIX. “Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, concluiu o BC.
Alerta de golpe
O Banco Central informou, no relatório, que está trabalhando na evolução do chamado “alerta de golpe” para transferências via PIX — uma funcionalidade já utilizada por algumas instituições para alertar seus clientes de possíveis fraudes no momento da iniciação da transação de acordo com critérios identificados como suspeitos pela própria instituição.
“O BC está discutindo com o mercado, no âmbito do Fórum PIX, como padronizar essa experiência, visando tornar essa padronização obrigatória por meio da definição de critérios mínimos para emissão desses alertas e da forma como devem ser enviados para os clientes”, informou a instituição.
Em outubro do ano passado, as instituições financeiras passaram a disponibilizar uma funcionalidade (botão de contestação) para que uma transação possa ser facilmente contestada, sem a necessidade de interação humana.




