Cibersegurança: IA não ataca sozinha. Ela cumpre missão dada pelo ser humano
Essa foi uma das conclusões tiradas do painel A Nova Era da Segurança Cibernética: O uso de IA para detecção de ameaça, realizado no SECOP 2026


O governo tem de ser sensibilizado a investir mais em cibersegurança por conta das infraeestruturas críticas, atestam os participantes do painel A Nova Era da Segurança Cibernética: O uso de IA para detecção de ameaça, realizado no SECOP 2026. E como não poderia deixar de ser, a inteligência artificial foi tema central dos debates. Para o Subsecretário de Tecnologia da Informação do Ministério da Agricultura, Camilo Mussi, a inteligência artificial não sai do controle, como muitos dizem. Ela cumpre uma missão que foi dada a ela pelo ser humano. “Vamos deixar claro aqui que IA faz ainda o que o homem determina”, pontuou.
O papel da Inteligência Artificial – se atacante ou defensora – na proteção dos sistemas críticos causou divergências. Para o CTO da Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT, Julio Signorini, no setor público a inteligência artificial é uma vantagem para os hackers, ou seja, para os atacantes. “Ter a tecnologia para a defesa não é barato para os órgãos públicos”, disse. Já para o Diretor de Segurança Cibernética – GSI-PR, Luiz Fernando Moraes da Silva, a IA é um aliado de quem defende seus sistemas. “Ela é um software seguro que permite ao defensor agir antes do atacante”.
Indagados pelo moderador do painel, o diretor da PRODEST, Marcelo Cornélio, se autorizariam o uso de uma IA sem supervisão humana, Camilo Mussi, da Agricultura, disse categoricamente que não. Posição também defendida pelo presidente da Codata, prod da Paraíba, Guiseppe Guido. Já Luiz Fernando Moraes da Silva, do GSI, e Claúdia Pimentel, diretora de Governança e Projetos da ATI/MA, se mostraram propensos a autorizar, desde que a IA estivesse parametrizada. “Não se faz cibersegurança sem IA Agêntica. E ela precisa ter autonomia para agir e fazer a defesa”, pontuou Moraes, do GSI.
Todos os participantes do painel foram taxativos ao afirmarem que governança é essencial para a segurança cibernética. “Só assim teremos IA usada em ambientes críticos do setor público. A IA tem de ser auditada e o gestor precisa ter responsabilidade no uso da IA”, observa Claúdia Pimentel, da ATI/Maranhão.
A maior preocupação de quem trabalha com segurança cibernética é que se tenha regras claras, transparentes e pré-definidas para que a IA possa agir. Os especialistas concordaram que o algoritmo não vai substituir a governança. “A governança se faz obrigatória para o setor público ter uma direção. Só assim a IA vai se multiplicar “, conclui Marcelo Cornélio, da PRODEST.



