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Governo define TV 3.0 como política pública de cidadania

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, novo modelo vai transformar as TVs em porta de entrada para acesso a serviços públicos essenciais

Durante a abertura da SET Expo 2026, realizada nesta terça-feira,18/8, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, delineou o futuro da radiodifusão nacional, apresentando a TV 3.0 não apenas como uma evolução tecnológica, mas como uma peça fundamental de uma política pública de cidadania.

Em seu discurso, o ministro enfatizou que a televisão e o rádio superaram as barreiras físicas dos aparelhos tradicionais. Atualmente, o conteúdo circula de forma ubíqua por diversas plataformas, mantendo, contudo, a premissa essencial da informação confiável e do jornalismo verdadeiro. “A TV deixa de estar restrita a tela das salas, o rádio não está restrito aos aparelhos, o conteúdo hoje circula por diferentes plataformas”, afirmou Siqueira Filho, destacando o papel da SET nesse novo ecossistema.

Para ele, a grande promessa da TV 3.0 reside na sua capacidade de transformar o televisor em uma “porta de entrada para serviços públicos governamentais”. O projeto, que já teve testes iniciados durante a última Copa do Mundo, entra agora em uma fase de expansão nacional. Através de parcerias com a EBC e a Secom, o governo pretende integrar plataformas como o gov.br e o SUS Digital diretamente na interface da TV aberta.

“Imagine o cidadão poder encontrar serviços públicos em sua TV. Vamos permitir que, em um momento de entretenimento, ele possa acessar o gov.br, o SUS digital e outros serviços”, vislumbrou. Essa proposta de “via de mão dupla” visa aumentar a interatividade, aproximando a programação do espectador e garantindo que serviços gratuitos tenham alcance nacional.

Para viabilizar essa transformação, o Ministério das Comunicações anunciou o aporte de até US$ 500 milhões em financiamentos. Este recurso será destinado à implantação da tecnologia TV 3.0 e à criação de uma infraestrutura digital robusta. O objetivo é assegurar que a modernização não aprofunde o abismo social, mas que, ao contrário, sirva como ferramenta de inclusão.


O ministro ressaltou que a agenda da TV 3.0 é indissociável da meta de conectividade universal. “Estamos trabalhando para criar condições especialmente para a população de menor renda”, pontuou, mencionando os esforços para levar infraestrutura a áreas remotas do país. A visão estratégica envolve o fortalecimento da capacidade nacional de transportar, armazenar e analisar dados, tratando-os como ativos econômicos estratégicos em território nacional.

Soberania e o futuro

Um dos pontos centrais do debate na SET Expo foi a soberania digital. O ministro instigou o setor de radiodifusão a assumir o protagonismo na ampliação da capilaridade digital, em vez de permitir que apenas plataformas internacionais dominem esse espaço. A modernização da TV aberta é vista como o preparo necessário para o próximo capítulo da comunicação brasileira.

“Colocamos a soberania digital no centro das discussão. Modernizar a TV aberta significa preparar a TV para o próximo capítulo. Queremos um Brasil em que a inovação reduza desigualdades”, concluiu, reforçando que o evento é o espaço de convergência para que essas visões de futuro se tornem realidade.

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