A BIA, inteligência artificial do Bradesco, completa dez anos em 2026. Ao longo da última década, a assistente incorporou inteligência artificial generativa e foi além das funções básicas. Hoje, é possível transacionar por meio da Bia. Cíntia Scovine Barcelos, CTO e diretora-executiva do Bradesco, explicou, em entrevista à CDTV, durante o Febraban Tech 2026, as evoluções da BIA, falou sobre a plataforma Bridge e a BIA Tech, usada internamente para desenvolvimento de software.
“A gente já tem 3 bilhões de interações desde o início, em 2016. A ideia é que a Bia seja a nossa concierge, a desmaterialização das nossas jornadas de uma forma fluida e conversacional. A Bia transaciona, ela faz saldo, extrato, Pix, paga boleto, notifica o cliente em caso de fraude. É o grande contato com o nosso cliente”, destacou.
A BIA, ao fazer transações, tornou-se mais uma opção para o cliente, mas Cíntia Scovine Barcelos ressaltou que é preciso atender a todos os públicos. “O Bradesco representa a população brasileira. Ele vai desde pessoas muito jovens a pessoas de mais idade e cada um tem uma forma de interagir.”
A inteligência artificial generativa também foi incorporada dentro do banco. A BIA Tech é a plataforma para o time técnico do Bradesco de engenharia efetuar desde a escrita da história até geração de código, testes, efetuar mudanças, ajudar a resolver um incidente em produção. “A gente habilitou cada vez mais capacidade de inteligência artificial, em que você tem uma plataforma que você consegue desenvolver e reutilizar. Todo time desenvolve agentes e evolui a Bia Tech junto”, explicou.
A executiva ressaltou que o humano sempre está envolvido. “Human on the loop”, disse, apontando que agentes autônomos desenvolvem de ponta a ponta e o desenvolvedor tem o papel de definir, instruir e aprovar o que foi feito. “A gente sempre tem um humano verificando o que foi feito.” A BIA Tech foi lançada há cerca de dois anos e é utilizada por toda a força de desenvolvimento do Bradesco, umas 8 mil pessoas.
Por trás de ambas as BIAs, está a Bridge, plataforma de IA que se integra com todos os LLMs de mercado. Por meio dela, o Bradesco conseguiu reduzir a colocação de casos de uso em produção de meses para semanas.
Questionada sobre o que se pode esperar para os próximos anos dos avanços da IA, principalmente, a agêntica, Cíntia Scovine Barcelos apontou o crescimento exponencial e falou sobre a Kunumi, uma empresa 100% Bradesco com mais de 100 PhDs em inteligência artificial.
“Estamos junto com a Kunumi contribuindo para o desenvolvimento de uma inteligência artificial geral. O primeiro passo é o modelo fundacional, que tanto pode ser relacional, como também a evolução de todo o ciclo de vida do cliente. Essa fundação vai ser a base para tudo que a gente faz dentro do banco. A Kunumi também está desenvolvendo várias coisas de computação quântica. Por exemplo, nós estamos desenvolvendo um hardware para acelerar a inteligência artificial. Então, tem muita coisa bacana por vir.”




