Crise da Oi: prejuízo ficou em R$ 36,4 bilhões em 2025
Operadora não deu previsão de quando vai divulgar os números de 2026 até a decretação da falência em 25 de agosto. Oi responsabilizou a situação na 'dificuldade de geração de caixa, no elevado volume de obrigações e na necessidade de dar continuidade de serviços essenciais'.

A Oi, finalmente, divulgou os resultados financeiros de 2025, ano em que ainda estava em recuperação judicial. E os números foram críticos: o prejuízo ficou em R$ 36,4 bilhões no ano passado. O rombo representa uma variação negativa de 478%, uma vez que a tele obteve lucro contábil de R$ 9,6 bilhões em 2024, indica o relatório financeiro, divulgado nesta quarta-feira, 7.
A Oi Soluções, braço de serviços corporativos (B2B), contribuiu com R$ 1,6 bilhão em receitas, mas não evitou uma baixa de 9,8% nas vendas. Vale lembrar que a Oi não conseguiu vender o ativo antes da falência decretada no dia 25 de agosto deste ano. As receitas do segmento não core (cobre, atacado e subsidiárias) caíram 33,7% na comparação anual, para R$ 871 milhões. O desempenho refletiu a redução gradual das operações vinculadas a serviços legados e descontinuados, além da antecipação dos efeitos da falência da Serede, subsidiária de atividades de campo.
Levando em conta apenas as operações descontinuadas, a receita gerada foi de R$ 802 milhões, baixa de 84,4%. O único lucro que a Oi diz ter tido foi com as vendas da ClienteCo (atual Nio, sob comando da V.tal) e da TV por assinatura (adquirida pela Mileto). Essas vendas resultaram em um lucro de R$ 1,4 bilhão.
Em mensagem aos acionistas, a administração da Oi afirma que, no ano passado, a empresa buscou preservar a liquidez, manter as operações e os serviços aos clientes e cumprir as medidas previstas no plano de recuperação judicial, além de vender, de forma ordenada, os ativos do grupo. Foram vendidas as unidades de TV por assinatura, carteira de banda larga, imóveis e torres selecionadas.
“Apesar dos esforços empreendidos, a Oi enfrentou, ao longo de 2025, um agravamento significativo de sua situação econômico-financeira e de liquidez. As dificuldades para geração de caixa, o elevado volume de obrigações e a necessidade de assegurar a continuidade de serviços essenciais limitaram a capacidade da Companhia de implementar integralmente as medidas previstas em seu Plano de Recuperação Judicial”, justificou a Oi. A situação só se agravou tanto que a falência da oi foi decretada no dia 25 de agosto. Mas ainda não há previsão de quando os números de 2026 serão divulgados.

