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Banco Central: PIX será sempre um meio de pagamento gratuito, seguro e instantâneo

Sob pressão dos Estados Unidos, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, sustentou que o meio de pagamento favorito do brasileiro vai seguir a sua evolução técnica.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, defendeu nesta quinta-feira (16) o PIX como um meio de pagamento “gratuito”, “seguro” e “instantâneo”, com enorme potencial de inclusão financeira para a população brasileira, ao participar de coletiva à imprensa convocada pelo governo brasileiro sobre o tarifaço imposto pelo governo Trump ao país com aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês). O PIX foi uma das razões apontadas pelo governo norte-americano para a imposição do tarifaço.

“A gente vai seguir sempre fornecendo o PIX como algo gratuito, seguro e instantâneo e seguir na evolução técnica do PIX em cooperação com outros Bancos Centrais para que, cada vez mais, a população brasileira possa ter acesso a serviços financeiros de maneira mais segura, mais rápida e com maior inclusão financeira,” disse Galípolo.

O USTR afirmou que o Banco Central brasileiro favorece o sistema de pagamentos em detrimento de empresas americanas que atuam no setor. O governo americano também critica o BC por atuar simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que limitaria a atuação de concorrentes.

“Quando a gente olha para as alternativas e o que aconteceu no mercado, quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos. O custo de transação de você levar fisicamente cheques ou dinheiro físico é altíssimo. Então, o caso da implementação do PIX, ele consegue se configurar como um desses em que ele é benéfico para quem demanda e para quem oferta para o setor público e para o setor privado”, pontuou Galípolo. Ele lembrou ainda que Galípolo afirmou que o mercado de cartões de crédito – ponto de divergência entre Brasil e EUA – cresceu 150% pós-Pix.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também presente à coletiva de imprensa, classificou a tarifa como uma interferência externa de motivação política e econômica. Reforçou que o PIX é o maior símbolo da soberania financeira do Brasil. “Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem vira-latice e nós seguiremos protegendo a nossa democracia contra interferência internacional indevida”, afirmou.


Galípolo mandou um recado: PIX brasileiro vai avançar para outros países por meio de cooperação técnica. Ele revelou que o BC já assinou com mais de 47 outros bancos centrais termos de cooperação técnica para a transferência de tecnologia. “Ideia é permitir que esses BCs também possam desenvolver o seu sistema de pagamento instantâneo.A Europa, a China, a Índia, Singapura, uma série de outros bancos centrais, ou já implementou, ou está estudando implementar sistemas de pagamento instantâneo. Até os Estados Unidos demonstraram interesse”, completou.

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