
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira,17/6, o uso da inteligência artificial para o que chamou de “práticas extremamente nefastas”, alertou para o risco de ampliação das desigualdades globais e defendeu o Pix como exemplo de infraestrutura digital pública durante participação de uma reunião no G7 sobre Inteligência Artificial e proteção de menores na Internet.
Lula reconheceu os avanços proporcionados pela tecnologia em áreas como indústria, saúde, segurança alimentar, energia e serviços públicos. Ao mesmo tempo, afirmou que o desenvolvimento tecnológico também tem sido acompanhado por problemas que exigem regulação e maior coordenação internacional.
“Mas há também práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discursos de ódio, desinformação, pedofilia, manipulação de imagens de crianças e mulheres para pornografia, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho”, disse.
O presidente citou dados que mostram a concentração do mercado global de serviços digitais e argumentou que boa parte dos países em desenvolvimento ainda participa da economia digital principalmente como fornecedora de dados, consumidora de tecnologia e exportadora de insumos estratégicos.
Lula defendeu a regulamentação das plataformas digitais e destacou medidas adotadas pelo governo brasileiro para ampliar a proteção de crianças e adolescentes na internet. “O engajamento das grandes empresas de tecnologia é indispensável para que o futuro digital seja construído e vivido de forma segura, ética e alinhada ao interesse público. Regular o ambiente digital é central para proteger direitos fundamentais”, reforçou.
Com relação ao PIX, sem citar o governo Trump, Lula defendeu o meio de pagamento. “ (O PIX) é uma de nossas maiores entregas para o cidadão brasileiro, um sistema de pagamento público e gratuito que serve como referência de como dados integrados podem promover inclusão financeira e eficiência digital”, pontuou.
Ao encerrar sua participação, voltou a defender que as discussões sobre inteligência artificial sejam conduzidas em fóruns multilaterais e sob coordenação das Nações Unidas.
*Com Agências de Notícias





