GovernoMercado

Reforma Tributária: Quem vai pagar a conta dos adiamentos é o contribuinte

"A nota fiscal com IBS e CBS é a ponta do iceberg. A dúvida que fica é: a reforma tributária vai funcionar em janeiro de 27? O Contribuinte é sempre o atropelado. Ele vai pagar a conta", afirma o CEO da Omnitax, Paulo Zirnberger.

A decisão da Receita Federal de não rejeitar as notas fiscais que forem emitidas a partir desta segunda-feira (3) sem informar os valores da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) é uma triste realidade brasileira e um absurdo com o contribuinte, afirma Paulo Zirnberger, CEO da Omnitax, startup que já atuou para alcançar a conformidade às novas regras para mais de 6.500 empresas.

“É muito perigoso esse jogo. Metade das empresas de médio e pequeno porte aposta no adiamento e não estão investindo. Outra metade acha que vai entrar de qualquer jeito. E as grandes estão investindo e não é pouco dinheiro. As grandes e os fiscos. São mais de 10 bilhões investidos para modernizar os sistemas. Absurdo esse jogo. Repito: essa conta será paga pela parte mais fraca, o contribuinte”, reforçou Zirnberger.

Segundo ele, há, de fato, uma pressão de rolo compressor, e sistemas relevantes como a Apuração Assistida e o Split Payment não estão prontos. “Vão ficar? As grandes estão apostando muito e pode vir a ter muita judicialização no começo do ano que vem por parte das organizações que gastaram com os sistemas e vão querer ter seus créditos”, adverte o CEO da Omnitax.

Um estudo realizado pela Omnitax revela que a transição também pode representar uma oportunidade significativa de geração de valor. Segundo a empresa, uma gestão eficiente da Apuração Assistida e dos créditos tributários poderá aumentar em até 83,68% o lucro operacional de empresas do varejo já em 2027.

A projeção foi obtida a partir da simulação de um supermercado de médio porte com faturamento anual de R$ 46,4 milhões. O estudo utilizou o Motor de Apuração Assistida da Omnitax para calcular o potencial de recuperação de créditos tributários dentro das regras previstas para o primeiro ano de vigência do novo sistema.


Na simulação, o volume de mercadorias comercializadas geraria R$ 9,82 milhões em tributos em 2033. Considerando a alíquota de referência da CBS de 9% prevista para 2027, esse montante permitiria recuperar aproximadamente R$ 2,309 milhões em créditos tributários. Além disso, as despesas operacionais e comerciais, estimadas em R$ 7,44 milhões, poderiam gerar R$ 670 mil em créditos.

Ao final do período, o supermercado acumularia R$ 2,979 milhões em créditos tributários, fortalecendo sua lucratividade ao longo dos 12 meses. O valor representa um incremento equivalente a 83,68% sobre o lucro operacional estimado da empresa, de R$ 3,56 milhões.

Botão Voltar ao topo