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Telebras: Governo se mobiliza para ter custo do satélite geoestacionário no orçamento da união 2027

Presidente da estatal, Hermano Albuquerque, falou ainda sobre Starlink e sobre o status da rede privativa de banda larga do Goverrno.

A meta da Telebras é ter o custo do orçamento do novo satélite geoestacionário – que deverá ser de bilhões de reais – no orçamento da União de 2027. “Precisamos contratar o satélite no ano que vem. Um novo satélite leva seis anos para ficar pronto e o nosso tem vida útil para mais seis anos. Essa contratação tem de ser feita no ano que vem. Por isso, estamos com o edital. Nós temos ideia de custo, mas queremos ter tudo definido para que o orçamento 2027 tenha esse montante, que é expressivo, para aprovaçaõ. Estamos com Casa Civil, MGI, Defesa e MCom para ajustarmos”, contou o presidente da Telebras, Hermano Albuquerque, em entrevista à CDTV, durante o SECOP 2026.

Hermano também falou sobre os satélites de baixa órbita – deixou claro que a competição com a Starlink será no governo e que há outros players no mercado. E tambem disse que entrega até dezembro a rede privativa do governo, em banda larga fixa, em 26 capitais e no Distrito Federal. A rede móvel está sendo discutida com o ministério da Justiça e com os órgãos de segurança.

Ao falar no SECOP 2026, o presidente da Telebras disse que a estatal atravessa um momento de transformação, consolidando seu papel não apenas como uma provedora de infraestrutura, mas como o braço estratégico para a operacionalização das políticas públicas do Ministério das Comunicações. Hermano Albuquerque, presidente da empresa, disse que a estatal brasileira tem expandido suas fronteiras tecnológicas para garantir que o acesso a serviços públicos essenciais chegue a cada cidadão, independentemente da sua localização.

Atualmente, a espinha dorsal dessa operação é composta por uma rede de 32 mil quilômetros de fibra óptica que se estende por todo o território nacional. Diferente de empresas privadas, cujas redes costumam se concentrar em grandes capitais por questões de retorno comercial, a malha da Telebras foi desenhada para cobrir as localidades mais distantes e desassistidas do País. Esse alcance é complementado por um satélite com cobertura nacional total, que permite levar internet de alta qualidade a regiões aonde a infraestrutura terrestre ainda não chegou.

A grande virada na trajetória recente da Telebras é a mudança de foco: a empresa deixou de se ver apenas como uma fornecedora de conectividade para se tornar uma parceira de soluções digitais. O objetivo é integrar a conectividade aos serviços governamentais, facilitando a vida do cidadão em áreas como saúde e educação.


“É importante dizer que conectividade é a base, mas é preciso levar serviços públicos. Aqui temos feito a diferença, ajudando os órgãos de governo a levar serviços a toda a população”, disse Albuquerque. Para viabilizar essa visão, a estatal tem buscado parcerias que tragam tecnologias inovadoras para serem oferecidas em regiões remotas.

Projetos de impacto social

Entre os marcos dessa nova fase, destacam-se projetos como a Infovia do Maranhão, que está conectando cidades que historicamente nunca tiveram acesso à internet; e o programa Comunidades Conectadas, voltado para localidades com menos de mil habitantes. Nestas áreas, a Telebras implementa tecnologia LTE e distribui chips de celular gratuitamente, garantindo que o isolamento geográfico não signifique exclusão digital.

Na região Norte, a empresa está operando o maior projeto de cabo subfluvial do mundo, instalado no leito dos rios amazônicos. Para Albuquerque, esses feitos devem ser motivo de otimismo para o País. “Precisamos olhar para estes projetos com orgulho e com a certeza de que vamos superar estes desafios”, afirmou.

A evolução da Telebras também passa pela incorporação de tecnologias emergentes, como a Inteligência Artificial (IA), para potencializar o serviço público. O presidente ressaltou que, nesse campo, o Brasil caminha em sintonia com as tendências globais. “Não estamos atrasados. Os desafios que enfrentamos são os que todos os países enfrentam. Todos estão trabalhando para encontrar as respostas”, acrescentou o executivo.

Para ele, o avanço tem sido acelerado pela alta capacidade técnica encontrada nos órgãos de governo, o que tem facilitado a implementação de soluções complexas. De todo modo, Albuquerque alertou para a necessidade de ampliar a infraestrutura energética, de telecomunicações e, crucialmente, de governança de dados do Brasil, garantindo que a soberania digital seja preservada. Assistam a íntegra da entrevista com o presidente da Telebras, Hermano Albuquerque.

Colaborou Fábio Barros

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