
A Algar fez um aporte financeiro na MediQuo, plataforma de saúde digital que oferece serviços de telemedicina e telessaúde. O investimento, classificado como Seed, é de R$ 8,4 milhões, com a possibilidade de chegar a R$ 12,6 milhões, garantindo à Algar uma participação minoritária na startup.
Essa parceria começou em 2022, quando o Brain, Centro de Inovação fundado pela Algar, selecionou a MediQuo para integrar os serviços de telemedicina como Serviço de Valor Agregado (SVA) aos planos da empresa. O sucesso da iniciativa foi imediato e superou as expectativas, com a parceria se mostrando um motor de crescimento exponencial para a MediQuo – em 2022, mais de 80% do faturamento da startup foi gerado por meio da Algar.
Este desempenho levou a companhia de telecom a identificar o alto potencial do negócio e a reavaliar o modelo de relacionamento. Com o apoio da Algar Venture Builder (CVB), o braço de corporate venture capital da empresa, a relação evoluiu de comercial para societária. O processo, iniciado em 2023, analisou não apenas os resultados financeiros, mas também o forte alinhamento cultural entre as empresas, focado em um modelo de negócio centrado no cliente.
“Este investimento é a materialização de uma jornada de sucesso construída a quatro mãos. Começamos como parceiros comerciais e, ao acompanhar o crescimento e o impacto da solução da MediQuo, ficou claro que deveríamos aprofundar essa relação”, afirma Gustavo Matsumoto, CFO da Algar. O aporte será direcionado para acelerar o desenvolvimento tecnológico da MediQuo, com a evolução de sua plataforma para um ecossistema de saúde mais completo, além de expandir as operações comerciais, principalmente no segmento B2B, e fortalecer sua governança corporativa.
Para a MediQuo, que cresceu sem aportes externos (Bootstrap) até o momento, a oficialização da Algar como sócia estratégica é um marco e a empresa vê a parceria como fundamental para acessar novos mercados e fortalecer sua posição no competitivo setor de healthtechs. “Sempre buscamos um investimento estratégico, um ‘smart money’ que fosse além do capital”, destaca Vitor Lara, CEO da MediQuo Brasil.





