Bolsas de valores no mundo tombam com derrocada das ações ligadas à IA e à Tecnologia
Nvidia e AMD estão entre as maiores quedas registradas. Mercado teme que o boom da IA sofra uma desaceleração por conta de regras mais restritivas por conta da vitória dos democratas, rivais do presidente Donald Trump.

Apesar do desempenho misto das bolsas de Wall Street nesta sexta-feira (6), o forte tombo dos índices americanos na véspera se espalhou pelos mercados globais.
O movimento ocorre em meio às dúvidas sobre o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial (IA), agravadas pelo temor de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos resulte em regras mais rígidas e acabe restringindo a expansão dos data centers nos Estados Unidos.
Nesta quinta=feira, 5,o índice Nasdaq (.IXIC), com forte peso do setor de tecnologia, despencou 5,5% — uma perda de US$ 2,5 trilhões. Cerca de US$ 3 trilhões também foram eliminados do valor de mercado das empresas que compõem o S&P 500, com investidores temendo que o “boom” da IA sofra, em breve, uma desaceleração mais ampla. “É, na verdade, um verdadeiro desastre”, disse Christopher Forbes, chefe para a Ásia e Oriente Médio na CMC Markets.
O efeito foi global. Japão e Coreia do Sul registraram algumas das maiores perdas, próximas de 6% no fechamento. Na bolsa sul-coreana, o índice Kospi, que acompanha o desempenho das principais empresas do país, chegou a despencar 8,8% durante o pregão. As bolsas europeias também fecharam em baixa, mas com perdas menores. Entre as empresas mais afetadas estão a Nvidia com queda de 9,3% e AMD com recuo de 17,3%.
Dan Kawa, sócio da We Capital responsável pela área de investimentos, a intensidade da reação dos mercados pode ter sido amplificada pelos desequilíbrios técnicos e por um processo de desalavancagem. Preocupado, ele afirma que, desde 1994, o setor de semicondutores registrou quedas de pelo menos 17,5% em cinco dias apenas em outros cinco episódios: a crise asiática; o default da Rússia; o estouro da bolha da internet; a crise financeira de 2008; e a pandemia da covid-19.



