China combate big techs americanas e veta compra da startup de agentes IA Manus pela Meta por US$ 2 bilhões
Compra foi anunciada em dezembro do ano passado e tinha como alvo avançar nos agentes autônomos de IA para "tarefas complexas como pesquisa de mercado, programação e análise de dados".

A guerra tecnológica entre Estados Unidos e China ganha mais um capítulo. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China teria instruído a Meta Platforms a cancelar a aquisição da Manus, especialista em inteligência artificial, por US$ 2 bilhões, após diversas agências do país avaliarem o negócio.
Breves comentários da autoridade, citados pelo Financial Times (FT), explicaram que a decisão estava relacionada às regras de investimento estrangeiro. Embora, agora, a Manus tenha sede em Singapura, sua base original era na China.
O acordo da Meta Platforms para a aquisição da Manus foi anunciado em dezembro de 2025, e a empresa já se descreve como “parte da Meta” em seu site. Em sua declaração original, a gigante da tecnologia não divulgou um cronograma de conclusão ou os termos da compra.
Diversas publicações destacaram que desfazer a aquisição poderia ser complicado, visto que as duas empresas já estão interligadas.
A Bloomberg observou que os funcionários da Manus já haviam se mudado para o escritório em Singapura e que seus investidores já haviam sido pagos por suas participações, enquanto o FT afirmou que a tecnologia da empresa havia sido incorporada a alguns dos produtos da Meta Platforms.
Plano Meta
Ao anunciar o acordo, a gigante tecnológica americana afirmou que a Manus havia “construído um dos principais agentes autônomos de propósito geral”, capaz de executar “tarefas complexas como pesquisa de mercado, programação e análise de dados”.
A empresa planejava “continuar a operar e vender o serviço da Manus, bem como integrá-lo aos nossos produtos”. No entanto, problemas potenciais foram apontados logo em seguida pela mídia.
O Financial Times noticiou em janeiro que o acordo e a mudança para Singapura estavam sob escrutínio do Ministério do Comércio da China.
O jornal também informou que o acordo com a Meta Platforms despertou o interesse de outros órgãos reguladores na China, incluindo aqueles responsáveis pela concorrência e pelo investimento estrangeiro.





