EMS adota Joule, da SAP, mas diz que agente IA exige um humano responsável
“Isso é necessário e não é só importante para governança, mas também para as pessoas se sentirem donas e entenderem que não vai ter IA sem as pessoas”, explicou o CTO&CIO do Grupo EMS, Diego Neufert.
Em apenas oito meses, o Grupo EMS fez atualização do SAP ECC para S4/HANA e ainda adotou o Ariba e o SuccessFactors, sistema para o gerenciamento de capital humano. “Tudo para acompanhar o crescimento que estamos tendo”, frisou Diego Neufert, CTO & CIO do Grupo EMS, na sessão keynote no segundo dia do SAP Now AI Tour Brazil 2026, nesta quinta-feira (10/9). “Junto com a SAP nos preparamos para conseguir atender à demanda que o grupo tem”, completou.
Um único time de tecnologia cuida das diferentes unidades de negócios do grupo. “Atendemos da fábrica ao ao time financeiro e SAP está em todas as verticais; e, agora, até em vendas com CX que estamos implementando. É projeto da companhia e não de tecnologia, então, todos os executivos têm de estar no barco”, disse, em conversa com Rui Botelho, presidente da SAP Brasil e Adriana Aroulho, presidente da SAP América Latina e Caribe.
Abordando inteligência artificial, Diego Neufert fez uma analogia: “é um estagiário com PHD, porque, se não estiver em cima, vai tentar te convencer com dados errados”. A companhia tem seguido práticas europeias que prevêem que haja um ser humano responsável por cada agente de IA rodando. “Isso é necessário e não é só importante para governança, mas também para as pessoas se sentirem donas e entenderem que não vai ter IA sem as pessoas”, explicou. “Assim como estagiário tem gestor, analista tem coordenador”, completou.
Além disso, ressaltou a necessidade de haver correta delegação de tarefas, de os agentes serem auditáveis e de suas funções poderem ser revogadas quando necessário. O Grupo EMS está fazendo a implantação da Joule e já obteve resultados no fluxo de caixa: o que levava um dia, agora, leva minutos”.



