
A TIM revelou preocupação com os limites que estão sendo colocados no compartilhamento de rede e advertiu para o erro de se demandar investimentos redundantes em áreas não rentáveis financeiramente. “O compartilhamento era incentivado e sempre fez sucesso, mas agora estão colocando limites que nos preocupa”, observou o presidente da tele, Alberto Griselli, em coletiva de imprensa, no painel Telebrasil 2026.
Griselli também falou sobre a frequência de 850Mhz. Ele está ciente que a decisão está com o TCU, mas lembra que o uso da frequência termina em 2028. “Em se tratando de frequência é logo ali. Já temos de ter o nosso plano industrial definido para 2028. Frequência tem de ser um investimento de longo prazo, de 10 a 15 anos. E não são investimentos pequenos. Precisamos de segurança regulatória”, advertiu.
O CEO da TIM falou ainda sobre a neutralidade da rede. Ele definiu a regulação atual é obsoleta diante da sofisticação dos serviços digitais e das novas exigências de aplicações como inteligência artificial, carros conectados e drones. “Hoje, estamos falando de uma rede totalmente democrática, todo mundo tratado do mesmo jeito. No futuro vamos ter necessidade de tratar de jeito diferente em situações diferentes. Não falo do fim da neutralidade, mas de uma flexibilização”, observou.
Griselli falou ainda como o setor pode atrair R 1,3 trilhão ao Produto Interno Bruto do Brasil com o avanço da digitalização. Assista a entrevista.





