Segurança

Hackers usaram 520 transferências PIX para roubar R$ 53,1 milhões no BRB

Recursos eram do sistema BRBJUS, operado pelo Banco de Brasília, de contas judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia. Banco acusa certificado digital externo como responsável pelo desvio do dinheiro.

O sistema BRBJUS, operado pelo BRB, foi alvo de 520 transferências Pix indevidas que retiraram R$ 53,1 milhões de contas judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). As informações são do Bastidor.

As operações tiveram início por volta das 6h10 de 17 de setembro. Só às 10h o banco confirmou as anomalias e, dez minutos depois, às 10h10, bloqueou o sistema, quatro horas depois do primeiro Pix. A primeira estimativa apontava R$ 43 milhões, valor que subiu para R$ 53,1 milhões.

Diante do episódio, o BRB acionou o mecanismo de devolução do Pix, comunicou o Banco Central e se comprometeu a recompor todo o valor nas contas judiciais.

Em 19 de setembro, o BRB informou o TJBA sobre as transferências indevidas do BRBJUS. No mesmo dia, o presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, e três diretores assinaram um ofício sobre o caso. Também em 19 de setembro, o TJBA enviou ofício apontando que o incidente ocorreu em ambiente de propriedade do BRB.

O banco apresentou versão diferente. Em ofício de 22 de setembro, afirmou que a origem do problema foi externa ao ambiente sob sua gestão. Um dia antes, em documento de 21 de setembro, o BRB havia descrito a vinculação do certificado digital ao CPF como uma proposta.


A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) juntou o documento ao processo que corre no Supremo Tribunal Federal. O governo da Bahia comunicou o incidente no processo em 22 de setembro, e o TJBA abriu processo administrativo, cuja abertura foi informada em 25 de setembro.

Há uma semana, o Tribunal de Justiça da Bahia informou o restabelecimento integral do sistema BRBJus, inclusive para pagamento eletrônico de alvarás. Mas a retomada segura e controlada das transações observará, neste primeiro momento, o limite de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) no período diurno, a partir das 7h, e de R$ 100.000,00 (cem mil reais) no período noturno, a partir das 18h.

Segundo a instituição financeira, “a medida possui caráter exclusivamente preventivo e temporário e tem como objetivo reforçar a segurança, o monitoramento e a rastreabilidade das operações durante o período inicial de retomada das operações”.

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