Telecom

Anatel: Starlink em alta impulsiona Brasil para ser líder em internet via satélite no celular

“O que era um setor chato e caro se tornou foco de inovação tecnológica. Temos que aproveitar a oportunidade para fazer o Brasil líder em D2D”, diz o presidente da Anatel, Carlos Baigorri.  

O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, destacou nesta terça, 24/2, que o Brasil tem condições de se tornar referência no mercado de conectividade direta via satélite ao celular, o chamado D2D, sigla para direct to device. Por enquanto, só o Chile já tem operação D2D na região, mas a própria dimensão territorial do Brasil alimenta a confiança no desenvolvimento desse mercado.

“Uma grande oportunidade para o Brasil e o grande foco de inovação tecnológica nos últimos anos é o mercado satelital. Era um setor chato, os produtos eram caros, a qualidade não era boa e se transformou de uma forma surpreendente nos últimos anos”, afirmou Baigorri ao participar do Seminário Políticas de Comunicações, promovido pelo portal Teletime.

Segundo o presidente da Anatel, o avanço das constelações de baixa órbita está no centro dos debates regulatórios internacionais – e mesmo nacionais – ao concentrar a maior parte dos itens da agenda da Conferência Mundial de Radiocomunicações de 2027, da União Internacional das Telecomunicações.

“Reconhecendo essa oportunidade, devemos trabalhar para trazer o D2D para o Brasil. O país pode ser liderança na questão da conectividade direta no satélite para garantir que você tenha cobertura em todo o território nacional, acessando a conectividade por meio de uma rede satelital direto para o celular que todos já temos”, disse.

O modelo permite que dispositivos móveis convencionais se conectem diretamente a satélites, ampliando a cobertura para áreas remotas sem necessidade de infraestrutura terrestre tradicional. “O Chile tem a primeira operação de D2D na América do Sul, mas acredito que temos um potencial muito maior para esse mercado, pela própria extensão territorial do Brasil e as oportunidades em termos de cobertura”, afirmou.


Para Baigorri, o crescimento dos acessos da Starlink evidencia uma demanda aquecida para o segmento de conexões via satélite no país. “Já somos o segundo mercado global da principal operadora de constelações de baixa altitude, a Starlink, com mais de 1 milhão de acessos. Temos que saber aproveitar essa oportunidade para que o Brasil, por meio de políticas públicas e por meio da regulação setorial, seja uma liderança no desenvolvimento desse mercado, que é hoje o principal motor de inovação nas telecomunicações”, completou.

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