Operação na Copa derruba mais de 300 sites piratas no Brasil
Ação realizada em nove países removeu 348 grupos e canais no Telegram utilizados para a transmissão ilegal dos jogos da Copa 2026.

Uma operação internacional de combate à pirataria digital realizada durante a Copa do Mundo da FIFA 2026 resultou, no Brasil, no bloqueio de 309 domínios e 109 endereços IP utilizados na transmissão ilegal dos jogos, além da remoção de 348 grupos e canais no Telegram voltados à distribuição irregular do conteúdo esportivo.
Batizada de Operação Cartão Vermelho, a iniciativa ocorreu simultaneamente em nove países e foi coordenada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) e pela Agência de Investigações de Segurança Interna norte-americana (HSI). No Brasil, a ação foi conduzida pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do MJSP, com apoio da Polícia Civil de Pernambuco.
A operação teve como foco o combate à retransmissão ilegal dos jogos da Copa do Mundo por meio de serviços clandestinos de IPTV, plataformas de streaming não autorizadas e canais digitais utilizados para compartilhar links e sinais piratas.
Além do bloqueio dos domínios e endereços IP, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) determinou a desindexação dos 309 sites nos principais mecanismos de busca da internet, dificultando o acesso às páginas utilizadas para a distribuição ilegal do conteúdo.
Os 348 grupos e canais removidos do Telegram eram utilizados para divulgar e retransmitir os jogos sem autorização dos detentores dos direitos de transmissão. Segundo a justiça, a ação interrompeu o fluxo ilícito das transmissões para mais de 1,5 milhão de usuários da plataforma.
O ministério afirma que os serviços ilegais de IPTV e streaming figuram entre os principais vetores da pirataria digital na América Latina, permitindo a distribuição em larga escala de conteúdos protegidos por direitos autorais por meio de infraestruturas transnacionais.
A operação contou com o apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), que atuaram nas medidas relacionadas ao bloqueio de sites e domínios utilizados na retransmissão ilegal dos jogos no Brasil.
Segundo o Ministério da Justiça, os órgãos participantes atuaram na proteção dos direitos autorais das transmissões audiovisuais e no combate à exploração comercial ilícita do conteúdo esportivo.
Além do Brasil, participaram da Operação Cartão Vermelho autoridades da Argentina, Colômbia, República Dominicana, Equador, Paraguai, Chile, Peru e Estados Unidos.
Nos demais países, a ação também resultou na apreensão de produtos falsificados relacionados à Copa do Mundo, como uniformes esportivos, artigos promocionais e álbuns de figurinhas.
Entre as instituições envolvidas estão órgãos especializados em crimes cibernéticos, proteção da propriedade intelectual e investigação criminal. A coordenação internacional ficou a cargo do Departamento de Justiça e da Homeland Security Investigations, dos Estados Unidos.
A operação teve como objetivo desarticular redes criminosas que lucram com a comercialização de produtos falsificados e com a retransmissão ilegal de conteúdos protegidos por direitos autorais, além de atuar na proteção da propriedade intelectual e dos consumidores.



