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Crise da Oi: Após fracasso do leilão da V.tal, decisão fica para 30 de março

A administração judicial vai comunicar formalmente a proposta aos credores da Oi, que terão até 19 de março para se manifestar. Nova audiência será no fim do mês.

O leilão da participação da Oi na V.tal terminou sem definição, após a única proposta apresentada ficar abaixo do preço mínimo de R$ 12,3 bilhões previsto no edital do processo de recuperação judicial da operadora.

A audiência foi conduzida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, titular da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, responsável pelo processo de recuperação do grupo. Durante a sessão, foi aberto apenas um envelope com proposta de compra para o ativo.

A oferta foi apresentada por um consórcio formado por fundos ligados ao BTG Pactual, que já controla a V.tal, e empresas associadas, incluindo a STANS 13 e companhias do grupo BGC. No entanto, após a abertura do envelope, a administração judicial concluiu que, embora a proposta atendesse aos requisitos formais, o valor oferecido ficou abaixo do piso estipulado no edital.

Diante disso, o procedimento previsto no edital determina a consulta aos credores que aderiram à chamada “Opção de Reestruturação I” no plano de recuperação da companhia. Esses credores terão a prerrogativa de avaliar a proposta e decidir se aceitam ou não a venda em valor inferior ao mínimo estabelecido.

Por decisão da 7ª Vara Empresarial, os termos da oferta permanecerão sob sigilo até a conclusão dessa etapa. A proposta ficará acessível apenas à própria Oi, ao Ministério Público, à administração judicial e ao gestor judicial, além do fiscal independente do processo.


A juíza Simone Chevrand determinou a suspensão da audiência e estabeleceu um cronograma para manifestação dos credores e das partes envolvidas. A administração judicial terá dois dias para comunicar formalmente a proposta aos credores elegíveis, que terão prazo até 19 de março para se manifestar. Em seguida, haverá novas manifestações da companhia, proponentes, gestores e do Ministério Público.

A retomada da audiência foi marcada para 30 de março, quando o juízo deverá deliberar sobre a proposta apresentada e definir se a venda da participação na V.tal será aprovada ou se o ativo continuará sem comprador.

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