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Banda larga fixa: Claro vai às compras e adquire Desktop por R$ 4 bilhões

O fechamento do negócio está sujeito à prévia aprovação pelo Cade e Anatel, e à realização de uma Assembleia Geral Extraordinária para apreciação da operação.

O mercado de banda larga fixa está aquecido. A Claro anunciou neste domingo, 22/3, a compra da Desktop, provedora Internet com atuação em São Paulo. O negócio estipula a compra de 84.684.273 de ações ordinárias, representativas de aproximadamente 73,01% do capital social da Desktop. O negócio foi avaliado em R$ 4 bilhões.

As negociações entre as partes não é recente. Desde outubro do ano passado havia rumores sobre a venda da Desktop. Claro e Vivo disputavam a provedora com atuação forte no interior de São Paulo.

O fechamento do negócio está sujeito à prévia aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e à realização de uma Assembleia Geral Extraordinária para apreciação da operação.

“Uma vez realizado o fechamento da operação, a compradora obrigou-se a realizar o protocolo, perante à CVM [Comissão de Valores Mobiliários], do pedido de registro de uma oferta pública para a aquisição das ações de emissão da Desktop em função da alienação de controle da Desktop, nos termos do artigo 43 do Estatuto Social da Desktop, do artigo 37 do Regulamento do Novo Mercado e da Resolução CVM nº 215/24”, diz o comunicado da Claro. “Na oferta de Tag Along será ofertado aos demais acionistas da Desktop um preço por ação, em reais, no mínimo, igual ao preço de aquisição.”

A Desktop obteve receita líquida de R$ 316 milhões no quarto trimestre de 2025 e de R$ 1,2 bilhão em todo o exercício. No trimestre, o lucro líquido ajustado foi de R$ 42 milhões. No ano, o lucro somou R$ 154 milhões.


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